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TRANSPORTE PÚBLICO: 'Máfia' que Hildon Chaves diz ter enfrentado foi contratada em sua própria gestão

Após três anos de muito transtorno Hildon apresenta uma nova empresa, que chega de acordo com ele, para resolver o problema

Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

11 de Setembro de 2020 às 10:54

Atualizada em : 11 de Setembro de 2020 às 20:49

Foto: Divulgação

“Enfrentei uma máfia que queria deixar o prefeito de joelhos”, essa frase foi dita pelo prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, em uma entrevista à imprensa local no momento em que anunciava a compra de uma frota nova de ônibus escolares. 
 
 
Porém, o que o prefeito não deixa claro é que a empresa detentora do contrato de transporte escolar e do transporte público em Porto Velho que representava a suposta “máfia” foi trazida pela sua própria gestão, mesmo sabendo que a empresa não possuía um ônibus sequer, tudo feito com a complacência dos órgãos de fiscalização. 
 
 
Toda a frota da empresa contratada pelo prefeito Hildon Chaves era alugada da antiga detentora do serviço, a Três Marias. Além disso, essa mesma empresa era responsável pelo  transporte escolar fluvial.
 
 
Os contratos Nº 008/PGM/2019 – PROCESSO Nº 09.00106-00/2019 (terrestre) e contrato Nº 017/PGM/2019 – PROCESSO Nº 09.00106-00/2019 (Fluvial), tiveram um valor total de R$ 11.528.363.
 
 
Até o momento existem centenas de crianças que estão há quase três anos sem poder estudar por conta da precariedade do sistema de transporte escolar durante a gestão de Hildon Chaves.
 
 
Mas não ficou só no transporte escolar, o representante legal da Comércio e Serviços Freitas Importação e Exportação Eireli-ME, Marcelo Alves Cavalcante, também conseguiu o contrato do serviço de transporte coletivo em Porto Velho através de um negócio realizado com o Consórcio SIM, que prestava o serviço a título precário na cidade. 
 
 
Contando apenas com a garantia dos contratos milionários firmados com a prefeitura de Porto Velho através do serviço de transporte escolar, Marcelo Cavalcante, conseguiu adquirir o Consórcio SIM e se tornar o maior empresário do transporte da capital rondoniense, sem a sua empresa ter ao menos um ônibus.
 
 
 
Marcelo Cavalcante foi preso pela Polícia Federal na mesma época em que e a Secretaria Municipal de Educação – SEMED sofreu intervenção da Justiça por conta do prejuízo causado aos estudantes pela ausência do serviço. 
 
 
A partir desse momento o sistema de transporte coletivo degringolou chegando a sua quase total nulidade e o transporte escolar que já quase não existia, simplesmente parou. 
 
 
Durante sua gestão, Hildon Chaves viu seguidas operações da Polícia Federal, que levaram presos membros do seu primeiro escalão, onde foram apontados supostas fraudes nos contratos e prestação desse serviço à comunidade.
 
 
Após três anos de muito transtorno Hildon apresenta uma nova empresa, que chega, de acordo com ele, para resolver o problema, que ele mesmo criou ao trazer do estado do Acre uma empresa que monopolizou o serviço em Porto Velho. 
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