Moradores do distrito de São Carlos, Vila Calderita, Agrovila Rio Verde, Nova Aliança entre outras áreas ao longo do Rio Madeira, se encontram isolados, desde a última sexta-feira (3). O motivo é a ponte do Corrégo Jacu da Vala, localizada na RO-005, que é de madeira e se encontra comprometida.
Uma equipe do Departamento Geral de Estrada e Rodagem (DER) estava fazendo a manutenção da estrutura da ponte, mas um caminhão bateu na cabeceira, causando danos nela. Essa situação fez com que moradores de comunidades da região perdessem a única ligação, por terra, com Porto Velho.
DÚVIDAS
O empresário Joaquim Durval Nogueira, é morador da agrovila Rio Verde, e afirmou que a falta da ponte está prejudicando os moradores da região. “Muita gente usa essa ponte para ir vender os produtos nas feiras livres de Porto Velho. Agora, a produção pode se estragar”, declarou.
Ele afirmou que existe uma ponte de concreto praticamente pronta ao lado da de madeira, mas que foi abandonada pela construtora. Segundo o morador, o comentário na região é que essa obra foi condenada e corre o risco de desabar.
“Tem uma placa dizendo que o reparo da ponte de madeira, vai custar mais de R$ 80 mil. Por que não usam esse dinheiro para terminar a ponte de concreto? Outra coisa, queremos saber se essa ponte de concreto está ou não condenada?”, questionou.
Joaquim lembrou também que a promessa era de que a ponte de madeira seria entregue ainda nesta terça-feira (07), mas ele disse que isso é impossível. “Como vão terminar esses reparos com duas ou três pessoas trabalhando na obra?”, argumentou.
A comunidade denuncia que a obra foi abandonada há vários meses e cobram uma solução do Estado
DER
A assessoria de comunicação do DER informou que estão sendo estudadas formas de concluir a ponte de concreto e justificou o uso da ponte de madeira. “Juntamente com a empresa contratada em 2018, o DER está em busca de soluções para finalização e entrega da ponte definitiva. Com o objetivo de garantir trafegabilidade e evitar transtornos, a ponte de madeira está recebendo manutenção, por meio de execução direta”, informaram.
Quanto ao questionamento de que o uso de recursos na ponte de madeira deveria ser empregado para terminar a ponte de concreto, o DER declarou que devido a regras contratuais não pode atuar nessa obra.
“Não é uma questão de usar o dinheiro. A empresa que foi contratada por meio de licitação está executando o serviço na ponte de concreto, o DER não pode atuar diretamente lá enquanto tive uma empresa contratada. Mas, enquanto a ponte definitiva não estiver pronta, a trafegabilidade continua pela de madeira, que está recebendo manutenção das equipes de trabalho do DER”, finalizou a assessoria do órgão.