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ILHADOS: DER afirma que não pode terminar obra de ponte e moradores ficam isolados

Essa situação fez com que moradores de comunidades da região perdessem a única ligação, por terra, com Porto Velho

Rondoniaovivo

07 de Julho de 2020 às 17:07

Atualizada em : 08 de Julho de 2020 às 09:07

Foto: Os moradores de várias localidades da região estão isolados e com o risco de perder a produção agrícola que é vendida nas feiras de Porto Velho

 

Moradores do distrito de São Carlos, Vila Calderita, Agrovila Rio Verde, Nova Aliança entre outras áreas ao longo do Rio Madeira, se encontram isolados, desde a última sexta-feira (3). O motivo é a ponte do Corrégo Jacu da Vala, localizada na RO-005, que é de madeira e se encontra comprometida.
 
Uma equipe do Departamento Geral de Estrada e Rodagem (DER) estava fazendo a manutenção da estrutura da ponte, mas um caminhão bateu na cabeceira, causando danos nela. Essa situação fez com que moradores de comunidades da região perdessem a única ligação, por terra, com Porto Velho.  
 
 
DÚVIDAS
 
 
O empresário Joaquim Durval Nogueira, é morador da agrovila Rio Verde, e afirmou que a falta da ponte está prejudicando os moradores da região. “Muita gente usa essa ponte para ir vender os produtos nas feiras livres de Porto Velho. Agora, a produção pode se estragar”, declarou.
 
Ele afirmou que existe uma ponte de concreto praticamente pronta ao lado da de madeira, mas que foi abandonada pela construtora. Segundo o morador, o comentário na região é que essa obra foi condenada e corre o risco de desabar. 
 
“Tem uma placa dizendo que o reparo da ponte de madeira, vai custar mais de R$ 80 mil. Por que não usam esse dinheiro para terminar a ponte de concreto? Outra coisa, queremos saber se essa ponte de concreto está ou não condenada?”, questionou.
 
Joaquim lembrou também que a promessa era de que a ponte de madeira seria entregue ainda nesta terça-feira (07), mas ele disse que isso é impossível. “Como vão terminar esses reparos com duas ou três pessoas trabalhando na obra?”, argumentou.
 
A comunidade denuncia que a obra foi abandonada há vários meses e cobram uma solução do Estado
 
 
DER
 
A assessoria de comunicação do DER informou que estão sendo estudadas formas de concluir a ponte de concreto e justificou o uso da ponte de madeira. “Juntamente com a empresa contratada em 2018, o DER está em busca de soluções para finalização e entrega da ponte definitiva. Com o objetivo de garantir trafegabilidade e evitar transtornos, a ponte de madeira está recebendo manutenção, por meio de execução direta”, informaram.
 
Quanto ao questionamento de que o uso de recursos na ponte de madeira deveria ser empregado para terminar a ponte de concreto, o DER declarou que devido a regras contratuais não pode atuar nessa obra.
 
“Não é uma questão de usar o dinheiro. A empresa que foi contratada por meio de licitação está executando o serviço na ponte de concreto, o DER não pode atuar diretamente lá enquanto tive uma empresa contratada. Mas, enquanto a ponte definitiva não estiver pronta, a trafegabilidade continua pela de madeira, que está recebendo manutenção das equipes de trabalho do DER”, finalizou a assessoria do órgão.
Direito ao esquecimento

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