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TRISTEZA: Pipoqueiro entra em desespero ao ser “apreendido” em frente ao shopping

“Nunca me envolvi em uma coisa errada, sou trabalhador”, dizia ele com seu carrinho virado para o chão

DA REDAÇÃO - João Paulo Prudêncio

19 de Fevereiro de 2020 às 14:33

Foto: Divulgação

Uma cena no mínimo afligidora foi registrada nesta última quarta-feira (18) na capital de Rondônia. Um senhor que vendia pipocas salgadas e doces com seu carrinho teve todo o seu material confiscado, o motivo, é proibido a permanência de comerciantes informais no local.

 

O espaço em questão é a calçada e margem da avenida Rio Madeira no perímetro do Porto Velho Shopping. No início do mês, fiscais já haviam notificados esses informais sobre a ação de confisco dos carrinhos e outros materiais caso eles ficassem por lá.

 

Desesperado, o vendedor de pipoca grita e demonstra sua indignação e dor por ver ser apreendido seu meio de trabalho. “Nunca me envolvi em uma coisa errada, sou trabalhador”, dizia ele com seu carrinho virado para o chão.

 

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ÚNICA RENDA: Informais são proibidos de ficar em frente ao shopping e cobram “bom senso” ao prefeito

 

Luiz Carlos de Souza Silva é vendedor informal há 30 anos, na área da venda de pipocas ele está há 20 anos, sendo que a localização de seus dez últimos anos foi nesse ponto em frente ao shopping.

 

Entre as pipocas jogadas no asfalto ele faz seu desabafo: “Esse é o prefeito que nós temos, veio com um discurso tão bonito para isso com a gente”.

 

Muitas dessas pessoas tem como única renda a venda dos alimentos nesse local, porém, não foi o suficiente para que esses trabalhadores conseguissem ter suas demandas ouvidas pela municipalidade.

 

Confira vídeo:

 

Direito ao esquecimento

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