AVENTURA: Família completa 27 anos de maratona aquática em conjunto no Rio Madeira

Saga contou com um caiaque e cinco nadadores

AVENTURA: Família completa 27 anos de maratona aquática em conjunto no Rio Madeira

Foto: Divulgação

Setembro de 1995. Porto Velho era uma capital com cara de interior. Cidade em crescimento, ainda com forte presença do garimpo e da chamada de economia de contracheque, baseada nos salários de servidores públicos.

 

Muita gente se conhecia, quando de repente, uma família inteira, estimulada pelo espírito aventureiro de um pai, Flávio Tonon, que foi professor de natação, resolveu movimentar todo mundo.

 

“Meu pai sempre teve esse espírito de aventura e gostava de desafios. Era professor de natação, já havia feito mergulho e viu que nadar no Rio Madeira seria um desafio a ser conquistado”, contou Alexander Tonon, o filho de Flávio, que à época tinha apenas 7 anos de idade.

 

O tamanho do desafio era gigantesco, igual a vontade de vencer todos os medos do desconhecido. O percurso, longo: do Museu da Estrada de Ferro Madeira Mamoré até a antiga balsa (região que hoje tem a ponte). Pelas ruas de Porto Velho, um percurso de mais de 4 quilômetros, vencido em algumas horas.

 

Aventureiros mostram como realizaram o percurso à nado no Rio Madeira - Foto: Arquivo Pessoal

 

Quando soube dos detalhes, o então pequeno Alexander já se prontificou em participar da jornada à nado.

 

“Eu quis acompanhá-lo, ele concordou e minha mãe não teve nada contra pois sabia que tudo seria feito com segurança. Tivemos um caiaque acompanhando para dar assistência em todo o momento. Nadaram meu pai, eu, Mel, Cristiano e Edmar. No caiaque foi o Célio, infelizmente não lembro o sobrenome deles. Fizemos essa aventura em 1995 e repetimos duas vezes”.

 

Lembranças

 

Alexander Tonon, hoje com 34 anos, conversou com o Rondoniaovivo pela internet durante uma passagem por Bauru, São Paulo. Morando nos Estados Unidos, ele lembra dos detalhes mais marcantes da maratona aquática.  

 

“Quando eu me cansava, segurava no caiaque e somente batia as pernas. Minha mãe lembra que eu fiz todo o percurso. Nenhuma vez pedi para ir para ir para o caiaque. Uma das cenas que lembro muito bem era de ter os botos nos acompanhando durante todo o percurso. Eles nadavam nas laterais. Foi algo muito legal”, explicou ele.

 

Como a capital de Rondônia era uma cidade relativamente pequena, com cerca de 300 mil habitantes (hoje tem quase o dobro, com 548 mil), todo mundo ficou sabendo da “loucura”.

 

“Os amigos e pais de alunos pensaram as duas coisas: loucos e corajosos. Falavam dos perigos que poderiam ter como jacarés, piranhas, etc. Os amigos e curiosos apareceram no dia para saber se realmente iríamos nadar. Alguns acompanharam o percurso parando nas pracinhas que tinha/tinham ao longo do Rio Madeira para assistir e verificar se continuávamos a nadar”, relembra Tonon.

 

Curiosos e amigos acompanharam de onde foi possivel a saga do grupo pelo Rio Madeira - Foto: Arquivo Pessoal

 

Além do que restou na memória, ficaram as promessas de novas aventuras, além de mais participantes, o que nunca se realizou de novo.

 

“Muitos comentaram sobre a aventura e alguns falavam que iriam participar na próxima”, se divertiu ele.

 

E depois de quase três décadas, o resumo de toda essa história pode ser feito em apenas uma palavra, segundo Alexander Tonon: gratidão.

 

“Me sinto agradecido por ter nascido em uma família que sempre apoiou muito a prática de esportes e aventuras. Embora não lembre com detalhes da travessia, sei que foi uma coisa que fiquei muito feliz de ter feito na época”.

Direito ao esquecimento

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E M M M de Barros

Por Editoria

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