Presidente da empresa energetica francesa GDF Suez uma das vencedoras da licitação de Jirau vem ao Brasil no próximo mês

O presidente mundial da GDF Suez diz que os planos para o Brasil estão inalterados, apesar dos imbróglios jurídicos e ambientais que envolvem a usina de Jirau, no rio Madeira.

Presidente da empresa energetica francesa GDF Suez uma das vencedoras da licitação de Jirau vem ao Brasil no próximo mês

Foto: Divulgação

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A empresa energética francesa GDF Suez é uma das vencedoras da licitação da usina de Jirau, no rio Madeira, em Rondônia. A construção da usina ainda depende de autorizações do governo federal, mas o presidente da empresa, Gérard Mestrallet, que vem ao Brasil em dezembro, diz que os investimentos no país estão mantidos.

1) A usina de Jirau vem enfrentando dificuldades regulatórias. Isso afeta os planos de investimento da GDF Suez no país? Não. É claro que estamos lidando com as restrições que envolvem projetos dessa magnitude em qualquer lugar do mundo. Muitos projetos hidrelétricos têm levado um longo tempo para conseguir as aprovações, e as licenças são contestadas na Justiça. Mas não vamos mudar nossas intenções estratégicas. O setor energético e o ambiente de negócios brasileiros têm estabilidade.

2) E o impacto da crise financeira internacional? Até agora, nosso grupo não foi muito afetado. Temos a melhor performance de todas as ações da França desde o começo do ano. Temos o segundo ou terceiro maior valor de mercado do país, dependendo do dia. Estamos em negócios — energia e meio ambiente — de longo prazo, que são demandas eternas.

3) O senhor acredita que o Brasil terá papel relevante no desenvolvimento de novas fontes de energia? O país pode ter uma mescla de fontes energéticas. As hidrelétricas ainda serão o eixo central, mas as fontes eólicas podem se somar à capacidade hidrelétrica. Também há tratamento do lixo, biomassa, gás natural e assim por diante — o que, é claro, é importante no combate ao aquecimento global.

4) Qual das fontes renováveis é a mais promissora, e em qual delas a GDF Suez aposta mais alto? O mais importante é a energia hidrelétrica. Ela é a melhor alternativa para produzir eletricidade. A biomassa também é uma boa opção. Temos uma joint venture com a petroquímica Total para produção de energia solar. Também investimentos em energia eólica. E, é claro, há a energia nuclear.

5) O senhor acredita que o mundo está pronto para grandes investimentos em energia nuclear? A energia nuclear não é uma hipótese, é uma realidade. A questão é saber onde serão construídas mais usinas. Trata-se de uma fonte limpa de energia, que não contribui para o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera.

6) O Brasil encontrou grandes reservas de petróleo e gás natural. O senhor acredita que será viável explorá-las com a queda no preço do petróleo? Tenho de ser cauteloso, pois não conheço os custos da retirada do óleo e do gás. Sabemos que as reservas são muito importantes para a economia e o futuro do Brasil. É verdade que o preço do petróleo vem caindo rapidamente, mas os investimentos vão durar 20 ou 30 anos. Nossa visão é que, no longo prazo, a escassez de petróleo vai equilibrar os preços.

7) Empresas de energia sofrem com problemas de imagem ligados ao ambiente. Como lidar com isso? Bem, 80% de nossa geração tem baixas ou nenhuma emissão de CO2. Estamos prontos para aumentar nossos investimentos em energias renováveis. O setor privado vai ser o grande responsável pelos investimentos nas próximas décadas.

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