Porto Velho vive um cenário cada vez mais preocupante dentro dos supermercados. O aumento constante no preço dos alimentos, somado à baixa qualidade de produtos perecíveis, tem gerado revolta entre consumidores e levantado um alerta sobre a necessidade urgente de fiscalização mais rigorosa por parte de órgãos como o Procon e a Vigilância Sanitária.
A dona de casa Erenilce Marques relata a diferença absurda nos preços em um curto período de tempo.
“Um mês atrás não estava assim. A cenoura era R$ 3,50, hoje está R$ 13,99. O tomate era R$ 4,50, agora está R$ 13,75. A batata-doce era R$ 3,50 e hoje está R$ 9,50. Isso é um absurdo, tem que ter fiscalização”, desabafa.
Erenilce Marques, dona de Casa
Ela ainda destaca a diferença de valores entre estabelecimentos.
“Você vai em um mercado, como o Irmão Gonçalves, encontra um preço. Vai em outro, já é diferente. Tem que pesquisar muito, porque cada lugar está de um jeito.”
A indignação também é compartilhada pela empresária Maria Viena do Nascimento, de 46 anos, proprietária de um restaurante. Segundo ela, o impacto vai além do consumidor comum e atinge diretamente quem depende dos alimentos para trabalhar.
“Está tudo caro: tomate, pimentão, cebola, batata, cenoura… Como vamos trabalhar desse jeito? Isso é um absurdo. Cadê a fiscalização nos supermercados?”, questiona.
A moradora do Bairro Monte Sinai Tatiane Lima, de 43 anos, reforça as denúncias e aponta outro problema grave: a qualidade dos produtos.
“Daqui a uns dias ninguém vai poder comer. Um dia está um preço, no outro já está mais caro. Só sobe. E os legumes estão estragados, mesmo assim não abaixam o preço”, relata.
Tatiane Lima, moradora do bairro Monte Sinai
Tatiane ainda denuncia práticas que considera enganosas.
“A batata-doce está com placa de promoção de R$ 9,59, mas riscaram e continuou o mesmo valor. Isso é enganar o consumidor. E tem produto que dá vontade de jogar fora, de tão ruim. A berinjela, por exemplo, está em péssimas condições.”
Além do impacto financeiro, a situação também levanta preocupação com a saúde pública. Produtos deteriorados ou mal armazenados podem oferecer riscos à população, reforçando a necessidade de controle mais rígido sobre a qualidade dos alimentos vendidos.
Especialistas apontam que a fiscalização deve incluir verificação de notas fiscais, controle de preços praticados e inspeções sanitárias frequentes. A atuação conjunta entre órgãos reguladores e os próprios supermercados é essencial para garantir transparência, qualidade e respeito ao consumidor.
O aumento dos preços dos alimentos já compromete o orçamento das famílias, e quando aliado à baixa qualidade dos produtos, o problema se torna ainda mais grave. Consumidores cobram respostas e ações concretas para evitar abusos e garantir condições dignas de compra.
Diante das denúncias, cresce a pressão para que medidas efetivas sejam adotadas, assegurando que o consumidor de Porto Velho tenha acesso a alimentos de qualidade, com preços justos e dentro das normas estabelecidas.