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ESPERANÇA: Conheça as medidas da Decolar para enfrentar a crise no turismo

Desde o começo da crise da covid-19, a Despegar tem reduzido significativamente gastos não essenciais e reajustando sua estrutura

PANROTAS

06 de Abril de 2020 às 14:41

Atualizada em : 06 de Abril de 2020 às 14:44

Foto: Divulgação

A Despegar.com (Despegar na América Latina, menos no Brasil, onde atua como Decolar) divulgou atualização de medidas operacionais e financeiras que estão sendo tomadas diante do impacto da covid-19 no setor de viagens.

 

A empresa acredita que tem “sólida posição financeira para apoiar a companhia nos próximos trimestres”. Em 31 de dezembro de 2019, tinha US$ 313 milhões em caixa e mais US$ 180 milhões a receber de cartões de crédito.


“A Despegar mantém um balanço forte e flexível, sem dívidas de longo prazo. A Despegar não trabalha com risco de crédito ao consumidor e não tem adiantamentos relevantes a fornecedores”, diz o comunicado.

 

A empresa, segundo a nota, está focada em três pilares: cuidar da saúde e segurança dos colaboradores, que desde 13 de março estão trabalhando em home-office.; apoiar as necessidades dos clientes nesses tempos de disrupção; e garantir sustentabilidade e sucesso à estratégia de longo prazo do seu negócio.

 

Para dar suporte aos clientes, a empresa realocou colaboradores para cuidar do Customer Care, dobrou o número de atendentes de chamadas e aumentou a capacidade de automação para ajudar nas remarcações. A empresa também priorizou as condições flexíveis de remarcação e a emissão de vouchers de viagens.


Segundo a Despegar, ações para melhorar a operação e a terceirização de centros de entrega já resultaram em reduções de custo anuais de cerca de US$ 16 milhões, seguida de uma redução de 568 empregados em tempo integral.


Desde o começo da crise da covid-19, a Despegar tem reduzido significativamente gastos não essenciais e reajustando sua estrutura de custos para entregar uma economia adicional de 35% ao final do terceiro trimestre de 2020 e preservar a liquidez.


Entre as medidas para chegar a essa economia estão a redução de 50% no salário de diretores, comitê executivo e gerentes sêniores, e nos demais gerentes em 25%, durante três meses. E ainda: eliminação de bônus e contratações; redução das horas de trabalho e implementação de licença não remunerada em alguns locais; aceleração de sinergias com Viajes Falabella; renegociação com fornecedores de prazos e condições; e revisão de todos os contratos e comprometimentos.


As medidas tomadas no final de 2019 mais esse pacote devem resultar em corte de custos da ordem de US$ 90 milhões, ou 40% de diminuição nos custos estruturais fixos no final do terceiro trimestre do ano.


Nos custos variáveis, a empresa reduziu investimentos em marketing, incluindo televendas, com previsão de economia de US$ 35 milhões no segundo trimestre.


O balanço do primeiro trimestre de 2020 deve ser apresentado em maio, segundo estimativas da empresa, já mostrando os impactos mais palpáveis da crise do novo coronavírus.

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