Nomes consagrados nas urnas estão de volta nas disputas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal
Foto: Divulgação
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Todos os políticos eleitos prometeram segurança à população, mas já se viu que nenhum cumpriu. O prometido ficou na propaganda, em ações insuficientes ou apenas em palavras. Acreditar em promessas eleitorais, nesse caso, é apenas se iludir.
A inauguração do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) em setembro do ano passado veio para demonstrar que não existem chances de melhorar a segurança em qualquer país amazônico sem a cooperação dos demais, mas essa é toda a verdade? O CCPI consumiu R$ 36,7 milhões sacados do Fundo Amazônia e faz parte do Plano Amazônia: Segurança e Soberania, lançado em julho de 2023, com o objetivo de ampliar ações de inteligência para o combate a crimes que afetam a floresta.
Em 2023, quando saiu o plano, ainda se acreditava que a segurança viria das ações internas em cada um dos nove estados que compõem a Amazônia Legal. Um ano depois veio outra certeza: a de que seriam necessárias ações combinadas entre os estados. Em 2025, após a fala do presidente Lula da Silva na Cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, sentenciava-se que a segurança amazônica dependeria necessariamente da cooperação entre os países da região.
Neste 2026 já cresce a certeza de que há interesses de nações ricas inviabilizando as políticas regionais de segurança. Depois de todas as expectativas desfeitas, qual será a certeza de amanhã?
Num recorde de mudanças partidárias na janela que se encerrou no final de semana, cerca de 20 deputados estaduais e federais buscaram novos abrigos para disputar as eleições de outubro. Para disputar o Senado, o deputado federal Fernando Máximo trocou o União Brasil pelo PL. Também na esfera da bancada federal, para a Câmara dos Deputados, Thiago Flores e Rafael Fera (Ariquemes), Cristiane Lopes (Porto Velho) e Lucio Mosquini (Ouro Preto do Oeste) se mudaram buscando melhores condições para reeleição. Silvia Cristina (Ji-Paraná), que vai disputar o Senado, Xxxxxxxx Xxxxxxxx e Coronel Chisostomo (Porto Velho) permaneceram nas suas respectivas legendas.
Para atender as estimativas e projeções eleitorais dos diretórios partidários, a eleição da Assembleia Legislativa de Rondônia deveria contar com pelo menos o triplo de cadeiras, ao invés de apenas 24 vagas. Para atrair candidatos as suas nominatas os dirigentes inflaram as projeções, deram boas vantagens, recursos e até partidos nanicos falam em eleger pelo menos dois deputados estaduais. Todas as listas ainda vão ser submetidas a aprovação nas convenções estaduais em julho e até lá alguns vão perceber que estão sendo usados como escadas pelos políticos mais aquinhoados eleitoralmente e financeiramente para a peleja. É coisa de louco!
As eleições de 2026 serão marcadas por embates entre antigas e novas lideranças políticas em Rondônia. Políticos que já foram expressivos atuando pelo estado em décadas passadas, casos do ex-ministro Amir Lando (Porto Velho), do ex-prefeito e ex-deputado Carlos Magno e da ex-prefeita Joselita Araújo (Ouro Preto do Oeste), ex-deputado federal Natan Donadon (Vilhena), ex-prefeito e ex-deputado federal Mauro Nazif (Porto Velho), ex-prefeito José Amauri (Jaru), ex-prefeito de Cacaulândia Adelino Folador, ex-deputado federal Anselmo de Jesus (Ji-Paraná) e ex-senadora Fatima Cleide (Porto Velho). Todos em busca de ressurreição política no pleito de outubro.
Formou-se dois pelotões distintos na peleja do governo estadual em Rondônia O primeiro deles, constituído pelo atual senador Marcos Rogerio, candidato do PL e partidos bolsonaristas, pelo ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves, do União Progressista e partidos alinhados, pelo ex-prefeito de Cacoal Adailton Fúria, do PSD, que é o candidato chapa branca, com apoio da máquina do atual governador Marcos Rocha. Estes primeiros como protagonistas. No segundo pelotão, em busca da dianteira o candidato petista da caravana esperança Expedito Neto, que une mais legendas de esquerda, o candidato da centro-esquerda pilotando candidatura do PSB Samuel Costa que deixou a Rede recentemente.
Exceto no Paraná, onde o partido sofreu grandes perdas entre elas quase 40 prefeitos, arrebanhados pelo governador Ratinho Junior (PSD), tivemos uma verdadeira corrida ao PL em todo o País influenciada pela presença no partido do ex-presidente Jair Bolsonaro e as projeções otimistas da direita para uma grande vitória nas urnas nas eleições de outubro. Em Rondônia o partido teve um verdadeiro inchaço e até dificuldades para selecionar candidatos a Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. Na capital a influência bolsonarista não é tão grande, mais o interior rondoniense – onde estão dois terços do eleitorado – persevera a direita
*** Quase a metade dos 40 ministros do presidente Luís Inácio Lula da Silva deixaram o cargo para disputar cargos eletivos nas eleições de 2026 *** A mesma tendência foi seguida em Rondônia com muitos secretários estaduais e municipais se desincompatibilizando para as pelejas a Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados e ao Senado *** O vice-governador de Rondônia Sergio Gonçalves ainda não definiu quem vai apoiar na sucessão do governador Marcos Rocha. O sonho de disputar o pleito 2026 se dissipou com a permanência de Rocha no CPA e seu destino político é incerto
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