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DESRESPEITO – Clientes e funcionários acusam Caixa Econômica Federal em Rondônia por tratamento desumano

DESRESPEITO – Clientes e funcionários acusam Caixa Econômica Federal em Rondônia por tratamento desumano

Da Redação

21 de Janeiro de 2013 às 11:15

Foto: Divulgação

Nem mesmo com o apelo de funcionários e os pedidos de providência por parte do Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Rondônia (SEEB/RO) foram suficientes para sensibilizar os representantes da Caixa Econômica Federal que, em Rondônia, continua oferecendo um tratamento desumano a seus funcionários e desrespeitando completamente os clientes e usuários, que continuam tendo que conviver com um péssimo atendimento em todas as agências.
É o que confirmam os dirigentes do Sindicato, que voltam a reclamar do descaso por parte do banco, que parece ter tornado regra o atendimento precário e o desrespeito com o ser humano.
"Os funcionários estão tendo que cumprir uma carga horária de até 12 horas seguidas, sem direito a horas extras. Um bom exemplo são as agência dos municípios de Rolim de Moura e Jaru, onde os funcionários chegam às 7 horas e alguns ficam dentro da agência até as 22 horas. Estas horas de trabalho excedentes promovem a depressão e o adoecimento das pessoas, a exemplo do que aconteceu com uma bancária vítima de LER/DORT que, recentemente, ganhou na justiça trabalhista uma ação por danos morais e uma pensão vitalícia", descreve Euryale Brasil, secretário geral do SEEB e funcionário do banco.
"Isso é uma amostra clara da falta de planejamento e organização da Caixa, que está num processo de expansão muito forte no país, com a abertura de inúmeras agências, mas não faz o aporte necessário e ideal de mão de obra, ou seja, não contrata funcionários suficientes para o número de agências abertas", acrescenta o dirigente.
Segundo Euryale, a Caixa teve um crescimento em volume de negócios de aproximadamente 50% em relação ao mesmo período do ano anterior mas, infelizmente, não promoveu crescimento no quadro funcional, prejudicando o atendimento que já é comprometido e, sobretudo, aumentando ainda mais a carga de trabalho de quem já atua nas agências.
"Ou seja, sobrecarrega os funcionários e os obriga a cumprir cargas de trabalho extenuantes e, para variar, sem a devida remuneração", avaliou Euryale.
Atendimento
O Sindicato denuncia ainda uma prática antiga do banco que, por meio de um procedimento de 'contingenciamento' de pessoas a serem atendidas, via senha, acabam desrespeitando o direito de ir e vir e, acima de tudo, tenta burlar a conhecida Lei das Filas.
"A Caixa coloca um funcionário na porta da agência para impedir que os clientes e usuários entrem de uma vez na agência, mesmo após o início do horário de atendimento e da abertura da agência. Ou seja, entram de cinco em cinco, ou de dez em dez, e deixa os demais que estão querendo pegar a senha do lado de fora da agência e numa fila que se forma desde as primeiras horas do dia. Assim, o tempo limite de atendimento para cada pessoa, como determina a Lei das Filas, acaba sendo ultrapassado. O exemplo ideal deste caso é a agência Madeira-Mamoré, a maior do Estado e que responde pelo atendimento de várias questões sociais e trabalhistas, como Bolsa-Família, FGTS e Seguro-Desemprego", concluiu.
Ainda em dezembro de 2012 o SEEB/RO protocolou um ofício junto à Superintendência Regional do banco pedindo o fim da exploração dos trabalhadores, a contratação de mais empregados e o fim do desvio de funções em todas as agências e, mesmo após garantia do superintendente de que medidas seriam tomadas, nada foi feito até o momento.
Direito ao esquecimento

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