*Os professores doutores Silvio Dualibi (foto) e Mônica Dualibi participaram do III Congresso de Odontologia de Rondônia realizado pelas Faculdades Integradas Aparício Carvalho – FIMCA com o tema Células Tronco na Odontologia. O Congresso aconteceu na semana passada, no período de 05 a 08 de outubro. Silvio e Mônica fazem parte do laboratório do Centro Interdisciplinar de Terapia Gênica - Departamento de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cabeça e Pescoço da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
*“Os professores foram trazidos para Porto Velho, para que os profissionais e acadêmicos das ciências biológicas pudessem entender como anda o campo da pesquisa nessa área no Brasil e entendessem um pouco mais sobre todo o processo de formação de células tronco”, explicou um dos coordenadores do Congresso e professor da FIMCA, Fábio Souza.
*Os doutores Dualibi apresentaram no auditório da FIMCA a tese de doutorado que foi defendida nos Estados Unidos, na Harvard School of Dental Medicine. No processo eles conseguiram tirar uma célula jovem de uma rato imaturo, e colocaram em uma fôrma biodegradável em forma de coroa dental no abdômem de outros ratos.
*“Num período de três a seis meses, formaram-se pequenas coroas dentais de fácil reconhecimento”, explicou Mônica, mostrando as imagens obtidas. As coroas eram completas com dentina, esmalte e polpa. Dado o sucesso com mamíferos de segunda espécie, os professores acreditam “no sucesso semelhante em humanos”.
*As pesquisas em humanos ainda não começaram face a ausência de verbas, afirmam os pesquisadores, “já tivemos várias pessoas se oferecendo para ser voluntários, mas infelizmente não temos no momento como dar continuidade a pesquisa”.
*Eles acreditam ainda, que como pesquisadores britânicos também conseguiram fazer experimento similar, obtendo os mesmos resultados, talvez eles consigam fazer primeiro as experiências em humanos, pois o valor que os britânicos receberam como prêmio pela pesquisa foi milhares de vezes maior que o valor premiado aos brasileiros. “Acredito que no máximo em sete anos, seja possível implantar células tronco em humanos para a formação de dentes, parcial ou total”, finaliza Mônica Dualibi.
*O casal afirma que aquelas pessoas que não têm mais células jovens de dentes em formação, podem obter as células para a formação dos dentes de outras parte do corpo como da medula óssea, do pâncreas, secreção nasal, sangue do cordão umbilical, etc.
*O processo é similar para a formação de qualquer outro tipo de órgãos como, fígado, tecido delgado, falanges dos dedos, pele, pavilhão auditivo( a parte externa da orelha), etc, afirma Mônica Dualibi.