Albert Frisch (1840-1918) foi um fotógrafo alemão, notório por sua série de fotos da Amazônia tiradas em 1867 e 1868
Foto: Reprodução
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Albert Frisch, nascido em Augsburgo, na Baviera, foi, até o fim do século XX, um personagem tão misterioso na história da fotografia brasileira que muitos supunham nunca ter existido. Segundo essa hipótese, seria apenas um pseudônimo o “A. Frisch” que assinava a impressionante e pioneira série de 98 fotografias realizadas em 1867 e 1868 na Amazônia que incluem aspectos de fauna e flora e, principalmente, os primeiros registros que chegaram até nós de índios brasileiros da região. Por seu valor etnográfico, essas imagens foram comercializadas com sucesso pela Casa Leuzinger, em suporte cartão, com fino acabamento.
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Aprendiz de uma litografia em Paris, Frisch deixou a Europa em 1861 para tentar se estabelecer em Buenos Aires como comerciante de imagens religiosas. Fracassado o empreendimento, atuou como professor particular até tornar-se amigo de um fotógrafo alemão e, com ele, aprender o ofício. A data exata de sua chegada ao Brasil é incerta, mas há indícios de que já trabalhava para a Casa Leuzinger antes de 1866. Documentou paisagens do Rio de Janeiro e seus arredores.
Sua obra mais relevante, contudo, foi realizada durante a expedição fotográfica à Amazônia, aonde chegou pegando uma carona com o engenheiro alemão Franz Keller, que acabava de se tornar genro de Georges Leuzinger e fora contratado para fazer um levantamento da navegabilidade do rio Madeira.

Ele seguiu, comissionado pelo editor e fotógrafo Georges Leuzinger (1813 – 1892), considerado um dos mais importantes fotógrafos e difusores para o mundo da fotografia sobre o Brasil no século XIX, além de pioneiro das artes gráficas no país, para quem trabalhava, com os engenheiros alemães Joseph e Franz Keller (1835 – 1890), pai e filho, respectivamente. Este último casou-se, em 1867, com Sabine (1842 -1915), filha de Leuzinger ( 1813 – 1892). Partiram em 15 de novembro de 1867, a bordo do paquete Paraná. Frisch levou um escravizado, e a esposa de Franz e a filha de Joseph também estavam no navio
Permaneceu na Amazônia até novembro de 1868,
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