Políticos de lá e de cá - Por Valdemir Caldas

A história mundial está repleta de exemplos de autoridades públicas e políticos que, fisgados em ilicitudes, preferiram deixar o poder ou meter uma bala na cabeça a ter que enfrentar o desprezo popular. Só isso seria capaz de explicar por que são diametralmente opostas as condutas de homens públicos, conforme a nação em que eles atuam.
 
No Brasil, porém, há exemplos de dirigentes públicos, acusados de crimes que, talvez sem a mesma gravidade, levaram governantes europeus ao suicídio. Não se trata de acusações próprias ao exagero com que se participa de campanhas eleitorais. Há casos de denúncias devidamente comprovadas, com farta documentação, resultado de criteriosa investigação, sem que o sacrifício do incriminado tenha ocorrido na mesma proporção dos delitos cometidos. Em vez disso, o cidadão foi blindado com sentença que afronta a mais mediana das inteligências, ou alçado a posto de mando no serviço público, ou, então, contemplado com uma polpuda aposentadoria.  
 
Talvez, por isso mesmo, ainda se ouve de alguns, com muita frequência, que, no Brasil, cadeia foi feita para negros, pobres e prostitutas. Aos outros, ricos e tidos como intocáveis, moralmente, só são atribuídos os favores da lei. Reflita-se a respeito do que ocorreu em outras latitudes, comparem-se as condutas de autoridades e homens públicos de lá e de cá. Certamente, não seremos envolvidos por nenhum sentimento edificante. 
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