Histórias de vida do mundo das letras e da música - por Humberto Oliveira

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Ao ler a autobiografia do cantor e compositor Eduardo Araújo - "Meus caminhos no rock - memórias do Bom" - uma referência a um dos seus maiores sucesso, os fãs do cantor e de biografias, vão perceber logo nas primeiras páginas que, Araújo, um dos expoentes da Jovem Guarda, escreveu um livro simples,  direto sem floreios ou arroubos literários. 
 
Nas 250 páginas do livro, aviso aos curiosos por revelações bombásticas, as memórias do cantor nada trazem neste sentido. A leitura é rápida, leve e até desinteressante em algumas partes. Seria pedir demais, afinal, Eduardo Araújo é músico e não um escritor. Mas dá seu recado sem comprometer o conteúdo de suas lembranças seletivas. 
 
 
O artista conta histórias hilárias de sua convivência com o produtor e compositor Carlos Imperial, os demais jovens e grupos da Jovem Guarda. Também relata sobre seu casamento com a cantora Silvinha, já falecida. 
 
 
Bem diferente em conteúdo e forma, "Folias de Aprendiz", autobiografia do poeta, escritor, letrista e roteirista Geraldo Carneiro, é uma obra que apresenta uma narrativa poética e repleta de citações a personagens e autores da predileção de Carneiro. 
 
 
Gostei da maneira como o autor conta sua história, que apesar de conviver com artistas famosos, é latente seu desconforto com os holofotes que o reconhecimento artístico acarreta. Não foi nenhuma surpresa a ótima escrita e a narração, o estilo de contar sua trajetória, no entanto, sem parecer pedante. 
 
 
Já a autobiografia de André Midani, cuja história se mescla com a das gravadoras de discos e os artistas que ele produziu ao longo de mais de trinta anos, não à toa que o autor nomeou seu livro de memórias com o título "Do vinil ao download". 
 
Na edição que li, aliás, revisada e ampliada, Midani conta sua infância, seu amor à música e aos artistas, os discos que produziu e fizeram história, dentre eles, o antológico Caetano e Chico juntos e ao vivo - para citar apenas entre tantos. 
 
 
O livro tem mais de 50 capítulos, porém, são curtos e relatam parte da história da música brasileira, no entanto, o autor não se aprofunda e foca mais, óbvio, na sua vida. 
 
 
Os três livros constituem leituras amenas, sem revelações bombásticas ou polêmicas. Nada disso. São recortes da vida dos autores, cada um na sua área de atuação, porém, todos estão ligados por um elo em comum, a música. Seja como cantor, o caso de Eduardo Araújo, seja como letrista ou produtor de discos, Geraldo Carneiro e André Midani, respectivamente.
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