NAVEGAÇÃO: Hidrovia do Madeira entra em plano federal para ampliar logística no Norte

A rota é fundamental para o escoamento da produção agrícola, combustíveis, minérios e mercadorias

NAVEGAÇÃO: Hidrovia do Madeira entra em plano federal para ampliar logística no Norte

Foto: Agência Gov | via MPor

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O governo federal avançou no plano de concessões para ampliar e modernizar as hidrovias brasileiras, com destaque para a hidrovia do Rio Madeira, considerada estratégica para o transporte de cargas entre Porto Velho e Itacoatiara. A proposta envolverá apenas cobrança para grandes embarcações, não afetando ribeirinhos, pescadores e outros pequenos navegantes.

 

A rota integra o corredor logístico da Região Norte e é fundamental para o escoamento da produção agrícola, combustíveis, minérios e mercadorias destinadas ao mercado interno e à exportação. O trecho do Madeira aparece entre os prioritários do Plano Geral de Outorgas (PGO) Hidroviário, estruturado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

 

O objetivo do governo é ampliar investimentos privados para modernizar o modal hidroviário, considerado o mais sustentável e de menor custo operacional do país. Atualmente, o Brasil possui cerca de 41 mil quilômetros de vias navegáveis, mas utiliza menos da metade da capacidade economicamente viável.

 

A hidrovia do Madeira possui papel estratégico para Rondônia por conectar Porto Velho aos terminais portuários de Itacoatiara, no Amazonas, permitindo a integração logística da produção do Centro-Oeste com os portos do Arco Norte. A rota é vista como alternativa para reduzir custos de transporte e ampliar a competitividade brasileira no comércio internacional.

 

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, os projetos de concessão incluem estudos técnicos, econômicos e ambientais, além de intervenções como dragagem, recuperação de trechos críticos e melhoria da sinalização náutica para garantir segurança e previsibilidade da navegação.

 

O ministro Tomé Franca afirmou que o investimento em hidrovias faz parte da estratégia nacional de integração logística e redução de impactos ambientais.

 

“Quando integramos os rios ao transporte de carga, estamos criando uma logística mais inteligente, que reduz custos para o produtor e equilibra nossa matriz de transportes”, declarou.

 

Criada em 2024, a Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação também passou a coordenar ações permanentes de manutenção das principais rotas fluviais do país em parceria com o Dnit.

 

Além da hidrovia do Madeira, o plano federal inclui projetos considerados estratégicos nos rios Amazonas, Tapajós, Paraguai e Tocantins-Araguaia. A expectativa do governo é atrair investimentos privados e ampliar a participação do transporte hidroviário na matriz logística nacional.

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