SEM VOOS: Azul diz ter sofrido 15 mil processos judiciais em um ano e meio em Rondônia

Em reunião na Assembleia Legislativa, representante da companhia aérea disse que voos podem voltar ao normal se ações reduzirem

SEM VOOS: Azul diz ter sofrido 15 mil processos judiciais em um ano e meio em Rondônia

Foto: Divulgação/Azul Linhas Aéreas

A Azul Linhas Aéreas informou durante reunião extraordinária da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa (Alero), na quarta-feira (16), que em um ano e meio sofreu 15 mil processos judiciais somente em Rondônia. A informação foi repassada pelo gerente de relações institucionais da empresa, Camilo Coelho.

 

A companhia aérea foi a única a enviar representante na reunião. Já Gol e Latam não compareceram nem justificaram as ausências.  

 

De acordo com Camilo Coelho, uma suposta indústria do dano moral nos tribunais influiu diretamente na redução da oferta de assentos no estado. “Isso impacta economicamente no valor dos nossos voos”, pontuou ele.

 

Durante as explicações aos deputados estaduais, o representante da Azul ressaltou que em Rondônia existe uma alta taxa de ações judiciais contra a instituição e isso foi o principal fator para redução das suas atividades no estado.

 

“O poder público tem nos ajudado com infraestrutura e com incentivos, mas desde 2019, já havia uma alta incidência de judicialização em Rondônia. Se tivermos uma queda nos processos, aí sim podemos retomar nossas operações aqui. A gente quer trabalhar junto e não colocar culpa em A, B ou C. A Azul está em busca de uma solução. É do nosso interesse continuar nossos investimentos e precisamos desenvolver nossa base aqui”, comentou o gerente de relações institucionais.

 

Detalhes

 

Os dados revelam que dos 15 mil processos sofridos pela Azul, em 7% deles a pessoa que entrou com a ação, ganhou. Outros 10% dos processos foram julgados improcedentes, ou seja, o autor perdeu a causa.

 

Ainda segundo o balanço apresentado na Alero, em 35% das ações, o judiciário aprovou o acordo feito pelas partes.

 

Devido à alta taxa de ações, a Azul decidiu suspender voos diretos para Manaus e Cuiabá. Em uma suposta contrapartida, a empresa afirmou que a partir de novembro vai ofertar um voo direto para Belo Horizonte.

 

Camilo Coelho participa de reunião com deputados estaduais rondonienses - Foto: Rafael Oliveira/Secom - Alero

 

Sem vouchers

 

Camilo Coelho também aproveitou a oportunidade para falar aos deputados estaduais que a Azul não vai mais oferecer vouchers como acordo nas audiências judiciais em Rondônia.

 

O gerente de relações institucionais comentou que antes, quando um consumidor entrava na justiça contra a empresa, os advogados entendiam que o voucher era uma chance de um acordo entre os envolvidos.

 

O representante ainda salientou que os vouchers viraram uma oportunidade de negócios em Rondônia e a Azul vai mudar suas estratégias.

 

“Naquele início, tínhamos o entendimento que a emissão do voucher não podia ser de forma nominal [em nome de quem estava processando], pois a pessoa poderia usar para viajar com algum familiar. A partir de agora, não vamos mais fazer acordos que envolvam vouchers e, se necessário for, a gente vai continuar o processo e vai até o julgamento”, comentou ele.

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