Na manhã desta terça-feira, 23, algumas ligações para a redação do Jornal FOLHA DO SUL informavam que estaria ocorrendo uma rebelião no Centro de Ressocialização Cone Sul, maior presídio da região, e que fica a cerca de 5 km do centro de Vilhena.
Foto: Divulgação
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Apenados criticam comida e pedem regulamentação de visitas.jpg)
Na manhã desta terça-feira, 23, algumas ligações para a redação do Jornal FOLHA DO SUL informavam que estaria ocorrendo uma rebelião no Centro de Ressocialização Cone Sul, maior presídio da região, e que fica a cerca de 5 km do centro de Vilhena.
As denúncias apontavam que, apesar da cozinha funcionar dentro do presídio, a alimentação servida aos presos não seria de boa qualidade. Além do mais, o jantar seria servido às 17h00 e, depois desse horário, nenhuma outra alimentação é fornecida até a manhã do dia seguinte.
Ainda de acordo com a denúncia de um detento, há cerca de dois meses a direção do presídio teria concretado as grades de algumas celas, deixando espaços pequenos para a entrada de ar, o que teria tornado as instalações ainda mais quentes, fazendo com que alguns apenados passassem mal.
E, visando melhoras, os presos passaram a não responder a contagem, e na manhã desta terça-feira, 23, iniciaram uma paralisação, se recusando a saírem das celas.
A reportagem do jornal foi ao local e conversou com o diretor da unidade prisional, Nilton Gomes, que confirmou anormalidade nas atividades cotidianas do presídio. Gomes disse que há dias os detentos reivindicam algumas coisas, como a presença de um assistente social, a regulamentação da entrada de visitas, e melhoria na alimentação.
Hoje, segundo o diretor, os apenados suspenderam todas as atividades. “Eles param o presídio, impediram a saída de presos com ordem judicial que iriam participar de audiência; e não permitiram que os laborais que prestam serviços no quartel da Polícia Militar e na Casa do Egresso deixassem o local”, disse.
Entre os itens solicitados pelos presos estão ventiladores, fervedores de água e sanduicheiras; além de ovos, óleo e macarrão instantâneo, segundo o diretor.
Gomes revelou que foi feita uma reunião com os presos, que apresentaram suas reivindicações e elas serão analisadas pela direção do presídio. Até lá, os detentos afirmam que sequer sairão para o banho de sol.
O diretor disse que uma nova reunião está agendada para as 16 horas, quando serão dadas as respostas as reivindicações.
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