O garoto revelou não ter mais razão para viver, após um irmão dele morrer “na bala”
Foto: Divulgação
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Por telefone, o site entrevistou o professor de uma escola pública em Vilhena (RO) responsável por acionar a polícia após o garoto que havia acabado de atirar contra o cliente de uma barbearia nas proximidades pular o muro e entrar armado na instituição de ensino.
Com 35 anos de experiência, o educador estava coordenando um grupo de alunos que participavam de atividades físicas (futsal) quando viu o matador saltar o muro. Sem saber que o jovem de 21 anos estava com uma pistola em punho, o professor se aproximou dele, para pedir que se retirasse.
Neste momento, o rapaz, que disse pertencer ao Comando Vermelho (CV), reafirmando a fala aos policiais que o prenderam, relatou o que havia feito minutos antes, e alegou que estava ali para se entregar, orientando o servidor público a acionar a PM. Fez apenas um pedido ao professor: que ele não deixasse os militares lhe agredirem.
Quando o educador pediu que ele deixasse a arma no chão, foi prontamente atendido pelo faccionado confesso, que inclusive retirou o pente da pistola e a bala que estava na agulha. Antes que a guarnição chegasse, ele teve uma longa conversa com o professor.
O autor do crime disse que sua intenção era executar o cliente e não o dono da barbearia, da qual era cliente. E acrescentou que o assassinato teria sido encomendado por sua facção, já que o alvo do ataque seria integrante de um grupo criminoso rival.
O garoto, que revelou não ter mais razão para viver, após um irmão dele morrer “na bala”, garantiu que, embora o barbeiro tenha sido atingido por um dos disparos, o alvo era apenas o outro homem.
Quando a polícia chegou e ordenou que o atirador colocasse as mãos na cabeça, ele também obedeceu, e os militares não usaram violência. Dominado, o rapaz, que teria agido junto com um comparsa ainda não identificado, foi apresentado na Unisp. O teor de seu depoimento no interrogatório não foi divulgado.
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