Inquérito apura grupos, entrada no Brasil e possíveis impactos sobre indígenas e ribeirinhos na fronteira
Foto: Cmdo Fron Solimões/8º BIS
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O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar relatos sobre a presença de grupos armados estrangeiros na fronteira entre Brasil e Colômbia, no extremo norte do Amazonas, e acionou as Forças Armadas e a Polícia Federal para reforçar a proteção territorial e a fiscalização na região.
O inquérito busca identificar os grupos, esclarecer como eles teriam ingressado em território brasileiro e avaliar possíveis impactos sobre comunidades indígenas e ribeirinhas que vivem na área de fronteira.

O Exército, a Marinha, a Força Aérea Brasileira e a Polícia Federal foram acionados para colaborar com a apuração e intensificar as ações de fiscalização.
Relatos citam a atuação de Grupos Armados Organizados Residuais (GAOR), formados por dissidências das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Esses grupos são associados ao narcotráfico e a atividades ilegais, incluindo o controle de áreas de garimpo.

No Amazonas, unidades da 2ª e da 16ª Brigadas de Infantaria de Selva integram a estrutura militar responsável pela atuação na região.
O Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus, mantém a preparação especializada de militares para operações no ambiente amazônico.

Apesar dos relatos investigados, não há, até o momento, confirmação oficial sobre a identidade dos grupos, o número de integrantes ou uma eventual ligação com organizações criminosas que atuam no Brasil.
A investigação do MPF deverá buscar elementos que permitam dimensionar a ameaça e definir eventuais medidas de proteção às comunidades e ao território brasileiro.
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