A pesquisa acompanhou 1.338 adultos com 56 anos ou mais, cuja idade média era de aproximadamente 81 anos.
Os participantes utilizaram dispositivos de monitoramento do sono por vários dias, permitindo aos pesquisadores observar a frequência, a duração e o horário das sonecas.
Durante um acompanhamento que chegou a 19 anos, os dados indicaram que cochilos mais longos e mais frequentes também estavam associados a maior risco de mortalidade.
O horário não foi o único aspecto observado. Cada hora adicional de cochilo diário esteve associada a um aumento de 13% no risco de morte, enquanto cada soneca extra por dia foi relacionada a um aumento de 7%, após ajustes estatísticos.
Os pesquisadores consideram que esses padrões podem funcionar como sinais de alerta sobre a saúde de pessoas idosas, já que o sono excessivo durante o dia pode estar relacionado a condições que merecem investigação.
Na rotina, vale prestar atenção quando uma pessoa idosa começa a dormir muito mais durante o dia, apresenta sonolência frequente ou passa a precisar de cochilos longos sem uma explicação clara.
Esses sinais não significam, por si só, que exista uma doença grave, mas justificam uma conversa com um profissional de saúde, especialmente se houver outras mudanças no bem-estar.
A pesquisa não determina que todos os idosos devam evitar cochilos: o contexto, a qualidade do sono noturno e as condições individuais precisam ser considerados.