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PROJETO: Rede de inovação com foco em inteligência artificial é criada pelo Governo

Inicialmente, a rede será composta por 17 unidades em todo o país

PUBLIEDITORIAL

12 de Novembro de 2020 às 11:43

Atualizada em : 14 de Novembro de 2020 às 09:55

Foto: Divulgação

Com o objetivo de aumentar a capacidade produtiva e a competitividade da indústria nacional, o governo brasileiro lançou no final de outubro a Rede MCTI/EMBRAPII de Inovação em Inteligência Artificial, que contará com recursos e profissionais especializados em aprendizado de máquina, Internet das Coisas (IoT), Big Data, uso aplicado de dados e análise, entre outras áreas.

 

O projeto, que conta com a chancela do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), faz parte da estratégia nacional de desenvolvimento e utilização da tecnologia, que tem foco no avanço científico, solução de problemas concretos do país e ações para fomento da indústria.

 

Com recursos da Lei Informática e do Programa Rota 2030, o governo destinará R$ 70 milhões  à rede nos próximos cinco anos. Destes, R$ 20 milhões serão empregados em inteligência artificial no agronegócio e no setor automotivo, incluindo aportes tanto para o setor público quanto privado. Como um todo, estima-se que a ação gere cerca de R$ 140 milhões na forma de investimentos em projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).

 

Inicialmente, a rede será composta por 17 unidades em todo o país, que irão compartilhar informações, infraestrutura e recursos humanos. No futuro, o plano é buscar também uma aproximação com outras iniciativas semelhantes ao redor do mundo, a fim de promover o intercâmbio de conhecimento e a colaboração recíproca com outros países.

 

 

Aplicações no dia a dia

 

Diferentes setores usam a inteligência artificial por diversos motivos. Na indústria de jogos eletrônicos, por exemplo, uma das principais aplicações é no campo da segurança cibernética. Mas sites de cassino, como o cassino online da Betway, por exemplo, vêm também usando a tecnologia para automatizar o atendimento ao cliente, além de personalizar a experiência dos usuários.

 

Já no mercado financeiro, ela tem sido amplamente empregada na gestão de dados. Muito bancos já começaram a utilizar a inteligência artificial para a renegociação de dívidas, análise e oferta de crédito, assim como no relacionamento com os clientes e prevenção de fraudes. Recentemente, o Santander inaugurou seu próprio centro com foco em pesquisa e desenvolvimento na área.

 

A tecnologia deve também revolucionar o campo da medicina. A expectativa é que seja cada vez mais aplicada para otimizar o atendimento a pacientes, inclusive para diminuir as longas filas de atendimento nos serviços do SUS. Outras aplicações incluem a detecção de uma ampla gama de doenças e recomendação de tratamentos, como no caso de diagnóstico de doenças oculares e leitura de exames de mamografia, por exemplo.

 

 

Importância estratégica e econômica

 

Atrasado com relação a outros países, a criação da rede visa fortalecer a posição do Brasil na corrida pelo domínio desse campo, tanto na área de pesquisa quanto de aplicações práticas. Usada para replicar o pensamento e as ações humanas por meio da análise de uma imensa quantidade de dados, o chamado Big Data, a inteligência artificial possibilita que as máquinas aprendam com as experiências, identifiquem padrões e executem tarefas específicas com uma maior eficiência e um melhor desempenho que os humanos.

 

Em todo o mundo, esse mercado deverá movimentar em torno de R$ 100 bilhões até 2025. Porém, segundo os especialistas, este não é apenas um segmento com grande potencial econômico, e sim um elemento gerador de receitas em diversos segmentos da cadeia produtiva, com impacto transversal e ganhos exponenciais. A consultoria PwC estima que a inteligência artificial pode adicionar US$ 15,7 trilhões à economia global até 2030.

 

Para o CEO do Google, Sundar Pichai, a tecnologia tem o potencial de ser mais transformadora que o fogo e a eletricidade. De olho nisso, Estados Unidos e China vem travando uma disputa pela liderança global no uso da inteligência artificial. Entre 2018 e 2019, os EUA investiram mais de US$ 30 bilhões em iniciativas na área, contra US$ 30 bilhões da China, de acordo com o IA Index. O Brasil aparece por último entre os 27 países listados, com desempenho próximo do zero.

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