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ELEIÇÃO DO SINTERO: O inoportuno e rasteiro mais do mesmo do debate apolítico da eleição sindical

ASSESSORIA

09 de Outubro de 2020 às 08:43

Atualizada em : 09 de Outubro de 2020 às 15:19

Foto: Divulgação

Por um longo tempo da história, as mulheres e outras minorias foram excluídas das produções acadêmicas em diferentes áreas do conhecimento, dentre elas a Sociologia, a Antropologia, a Ciência Política, a História e a própria área da Educação. Como resultado desse “esquecimento”, construiu-se o “mito de que as mulheres não participam na vida política, nas lutas sindicais e nas esferas do poder” (Costa, 2014, p. 40).
 
 
 
Desde o ressurgimento dos movimentos feministas, nas últimas décadas do século 20, passou-se a questionar essa visão androcêntrica que marcou as Ciências Sociais até então. A partir da crítica feminista à Ciência, surgiu, uma série de estudos cuja problemática central destaca a participação dos sujeitos excluídos da história, de maneira especial, as mulheres.
 
 
 
Não obstante, essas concepções vêm sendo questionadas cada vez mais, seja no âmbito acadêmico, seja na atuação política em diferentes âmbitos. Tomando como exemplo pesquisa realizada com Central Única dos Trabalhadores (CUT), a aproximação entre feminismo e sindicalismo foi importante, também, para que as militantes sindicais superassem a concepção classista como referência exclusiva e suficiente para apreender as relações sociais, despertando nelas uma nova compreensão, sob a qual as relações de gênero e a dominação masculina/opressão das mulheres deveriam ser integradas à análise da realidade social e à definição de políticas de ação da CUT.
 
 
 
As sindicalistas introduziram um novo discurso na Central, que critica e problematiza o discurso da unidade de classe. A ideia de unidade, na cultura sindical, tende a ocultar a heterogeneidade da classe trabalhadora; e ao se ver a opressão das mulheres como contradição secundária, vê-se na organização das trabalhadoras um fator de divisão e fragmentação da luta política.
 
 
 
E é nesta ótica machista e oportunista que se tem divulgado ataques a atual gestão do Sintero que tem à frente da condução dos trabalhos uma mulher, negra, professora e sindicalista Lionilda Simão, que a conduz juntamente com o Sistema Diretivo os trabalhos do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia.
 
 
 
É uma grande irresponsabilidade afirmar que apenas um diretor pensa e articula politicamente e de forma até mesmo tirana as ações de todo o Sintero incluindo a articulação da chapa. No mínimo desrespeitoso com os demais diretores/diretoras executivos e regionais tentar apagar seus esforços, competência trabalho individual e coletivo com intuito de disseminar mentiras e desinformação. 
 
 
 
Vale ressaltar que a gestão que se encerra nestas eleições sindicais foi amplamente discutida e articulada, diante da conjuntura contrária a classe trabalhadora, podendo ser posto como exemplo aprovação da Emenda-95 que congelou os investimentos na educação e saúde por vinte anos, a aprovação da reforma trabalhista e da previdência entre tantos outros ataques a direitos já adquiridos. A visão de frente ampla e democrática não foi somente oportuna, mas necessária.  
 
 
 
Este mesmo sentimento de amplitude e responsabilidade com os trabalhadores da educação pautou os nomes propostos para composição da chapa que foram selecionados, levando em consideração o trabalho e a competência de todos os membros. Sem acordos, manobras e nem qualquer tipo de combinação para prejudicar a categoria e sujar a imagem do sindicato.
 
 
 
Também se preocupou em renovar a Direção do sindicato, indicando novas lideranças para concorrer nesta eleição. Apesar disso, optou também pela permanência de membros que possuem a experiência necessária para estar à frente do maior sindicato da região norte.
 
 
 
É importante destacar que não existe base legal para prorrogação do mandato, tendo a Justiça se posicionado contra qualquer adiamento de eleições sindicais. A própria Justiça Eleitoral negou a prorrogação de mandato de prefeitos e vereadores e irá realizar as eleições de 2020, seguindo os protocolos de segurança contra a propagação da Covid-19.
 
 
 
Logo, assim como as eleições municipais, não há impedimentos ou obstáculos legais para que a eleição sindical aconteça. A atual Direção do Sintero destaca que não há qualquer tipo de manipulação para tentar burlar regras que beneficie a chapa 1. Apenas há regulamentação legal para que o processo democrático seja realizado.
 
 
 
Em todos os processos eleitorais democráticos, abre-se espaço para o debate amplo, contraditório e legítimo, no campo das ideias, sendo assim ataques a honra, destruição de reputações e divulgação de inverdades não demonstram a defesa da educação, nem aos trabalhadores e trabalhadoras. O sindicato representa um espaço democrático e participativo nada além disse é salutar a sua luta. 
 
 
 
A atual presidente do Sintero Lionilda Simão (Léo), reforça que sua chapa tem como principal finalidade a transparência e comprometimento com os interesses da categoria. Por isso, não aceita negociatas que manchem a honra, destruam reputações e espalhem inverdades por parte de seus concorrentes.
 
 
Prova disso, foi sua postura a frente do sindicato desde que tomou posse, quando liderou uma greve vitoriosa de 45 dias, com resultado positivo para todos os trabalhadores em educação, em que foi garantido o Piso na Carreira para os profissionais do Magistério de Rondônia, que não havia sido implantado desde sua regulamentação através da Lei Federal nº 11.738, de 16 de julho de 2008. A chapa 01, pautará a campanha para o sindicato com apresentação de proposta para serem avaliados e jamais se pautará por calunias e difamações. 
Direito ao esquecimento

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