ESPAÇO ABERTO: Eleição truncada na AROM provoca discussões e desagrada prefeitos

Confira a coluna de Cícero Moura

ESPAÇO ABERTO: Eleição truncada na AROM provoca discussões e desagrada prefeitos

Foto: Divulgação

CALOR
 
Os ânimos ficaram acirrados na segunda-feira durante assembleia, online, na Associação Rondoniense de municípios ( AROM) para escolha do novo presidente da entidade. Célio Lang, prefeito de Urupá, foi eleito presidente no lugar de Gislaine Clemente, a conhecida Lebrinha, que renunciou.
 
SEM MANDATO
 
Vale ressaltar que Lebrinha foi presa pela Polícia Federal, em setembro do ano passado, acusada de corrupção, e mesmo assim ainda exercia a presidência da AROM embora ela também não tenha concorrido na eleição para prefeito por já estar em segundo mandato.
 
AJUSTE
 
Durante o período de cadeia, Lebrinha teria colocado seu diretor executivo, Roger André, na presidência da AROM, sem consultar se algum prefeito estaria interessado no cargo. Esse foi estopim para arranhar ainda mais a imagem da entidade junto à vários prefeitos.
 
DESRESPEITO
 
O prefeito de Vilhena, Eduardo Japonês, é um dos mais indignados com as ações que um grupo fechado estaria promovendo dentro da AROM. Japonês diz que empurrar goela abaixo uma pessoa que não tenha sido eleito pelo voto do povo é uma afronta aos demais pares.
 
NÃO SABIA
 
Japonês esclarece ainda que sequer foi consultado sobre a Assembleia realizada ano passado, que alterou o estatuto permitindo que Lebrinha conseguisse transformar Roger André em presidente sem ser prefeito.
 
IMPOSIÇÃO
 
Eduardo Japonês diz ainda que jamais imaginou que representantes eleitos pelo voto do povo promovessem uma atitude antidemocrática, que não combina em nada com os princípios que a AROM defende.
 
JUSTIÇA
 
Joaozinho Gonçalves, prefeito de Jaru, disse que ficou apavorado com a maneira como a questão foi tratada.  “ O que a gente viu foi um golpe de um grupo específico que quer se manter no poder a qualquer custo. Vamos acionar a Justiça e pedir a anulação da eleição“, garantiu ele em entrevista ao Rondoniaovivo.
 
NINGUÉM TIRA 
 
Alguns prefeitos que, diferente de Eduardo Japonês e Joaozinho, preferem não revelar o nome para evitar desgaste, afirmam que o comando da AROM se transformou em um clube privado. “São sempre os mesmos que ditam as regras”, argumenta um prefeito da região central do estado. 
 
ARMAÇÃO
 
Os prefeitos dizem que a eleição na AROM foi direcionada. Os atuais representantes da Associação Rondoniense de Municípios teriam arquitetado um esquema para garantir a manutenção de pessoas ligadas a um mesmo grupo na presidência da AROM.
 
VERGONHA
 
Prefeitos que conversaram com a coluna dizem que a eleição foi uma baixaria que chegou a ser classificado de golpe. Em meio ao bate boca, Célio Lang, prefeito de Urupá, foi escolhido para administrar a Associação. 
 
CARTAS MARCADAS
 
A eleição de Célio atenderia interesses pessoais de políticos que estariam tentando desestabilizar o governo, usando a AROM como meio de atingir os objetivos. 
 
FALTA DE COMANDO
 
Sem ninguém da diretoria para conduzir os trabalhos, quem ainda estava como titular renunciou, a assembleia acabou sendo presidida pelo Prefeito Marcélio Brasileiro, de Nova Mamoré,  que teria conduzido a sessão de uma maneira onde não houvesse nenhum concorrente para disputar com Célio Lang.
 
ÚNICO
 
Como não houve divulgação, de acordo com os prefeitos, de que haveria um processo eleitoral na reunião desta segunda-feira apenas uma chapa participou. Os
únicos prefeitos que previamente haviam se organizado para colocar os nomes à disposição foram os próprios prefeitos envolvidos no esquema que garantiria
Célio Lang como o grande vitorioso na eleição. 
 
CANCELAR FILIAÇÃO
 
A arbitrariedade ocorrida na AROM desagradou um bom número de prefeitos, que já estão vislumbrando a possibilidade de se desfiliar da entidade.
 
OUTRO LADO
 
O prefeito de Urupá, Célio Lang, eleito presidente da AROM, disse que na noite de ontem enviaria sua versão dos fatos. Até o fechamento da coluna, na manhã desta quarta-feira, o prefeito não havia se manifestado.
 
NA HORA EXATA
 
A Secretaria Estadual de Saúde mudou o horário de entrevistas sobre Covid-19. Antes era às 11h da manhã e agora passou para 18h. Coincidentemente, claro que isso é só coincidência, as entrevistas acontecem no mesmo horário dos jornais da Rede Amazônica.
 
EM CIMA DA HORA
 
Como a Rede Amazônica foca no jornalismo dinâmico e factual, é óbvio que sua produção ajusta entradas “ao vivo” no exato momento em que à SESAU divulga os dados atualizados sobre o coronavírus.
 
SEM PREFERÊNCIA
 
É injusto dizer que o secretário Fernando Máximo, sempre tão cortês e solícito, tenha preferência por esse ou aquele veículo de comunicação. Tudo, volto a dizer, é somente mera coincidência.
 
APOSTANDO NOS GANHOS
 
O atraso na vacinação e as incertezas fiscais para o Brasil não impediram que os investidores estrangeiros colocassem R$ 23,5 bilhões na bolsa brasileira em janeiro, o segundo maior valor da série histórica.
 
MAIOR OFERTA EM 20 ANOS
 
A Intelbras dará início ao que pode ser o período de duas semanas mais movimentado do Brasil em ofertas públicas iniciais em pelo menos duas décadas. Ela e outras 11 empresas devem definir o preço de suas ofertas entre 2 e 12 de fevereiro. É o maior número desde pelo menos 2000. 
 
QUEDA 
 
O JPMorgan rebaixou hoje sua previsão para o desempenho da economia brasileira neste primeiro trimestre. O banco estima agora que o PIB retrairá 5% entre janeiro e março frente ao intervalo de outubro a dezembro, com ajuste sazonal. O prognóstico anterior era de queda de 2%.
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J G Dalmeida

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