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ELEIÇÕES 2020: Hildon Chaves emite sinais de que pode ser candidato à reeleição

De hoje até o limite do prazo para as convenções, Hildon tem ainda 27 dias para se decidir se sai ou não

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18 de Agosto de 2020 às 08:48

Atualizada em : 18 de Agosto de 2020 às 08:51

Foto: Divulgação

“Período eleitoral. Faremos uma pausa na atualização deste canal de 15 de agosto até o final das eleições municipais em atendimento à Lei Eleitoral 9504/1997”. Uma simples consulta ao portal de notícias da Prefeitura de Porto Velho pode se verificar um dos sinais emitidos pelo prefeito Hildon Chaves (PSDB), de que ele poderá surpreender a todos os adversários, saindo candidato à reeleição. O portal está avisando que o prefeito será candidato e por isso teria que cumprir a legislação eleitoral. De hoje até o limite do prazo para as convenções, Hildon tem ainda 27 dias para se decidir se sai ou não.
 
O que diz a lei, em resumo, é que o prefeito de um município que for sair à reeleição deverá abster-se de participar de inaugurações de obras e outros eventos de promoção de sua candidatura que figure como uso da máquina pública para se beneficiar.
 
Reforço da tese de que Hildon realmente sairá à reeleição. De acordo com o advogado especialista em legislação eleitoral, Juacy Loura Júnior, se Hildon Chaves não fosse sair à reeleição, não precisaria cumprir as restrições descritas na Lei Eleitoral. “Se ele não for candidato, não haverá problema fazer inaugurações porque a lei eleitoral veda a participação de candidato. Art. 77, é proibido a qualquer candidato comparecer, nos 3 (três) meses que precedem o pleito, a inaugurações de obras públicas. Toda instituição deverá cumprir a lei eleitoral, todavia, alguns dispositivos dela são voltados contra o uso da máquina publica, se o atual gestor não for a reeleição, não se aplica a lei nestes pontos”, disse o especialista.
 
No mínimo Hildon Chaves estaria em dúvida. Ser ou não ser, eis a questão. Pode ser uma estratégia de negar candidatura até o finalzinho do segundo tempo da prorrogação, para não sofrer ataques de adversários. E está funcionando. Nos últimos meses o prefeito tem imprimido ritmo nas obras no município e distritos, sofrendo pouquíssimos ataques dos adversários. Passando a mensagem de que não sairia candidato, Hildon Chaves pode trabalhar com certa tranquilidade, mesmo sob a pandemia do novo coronavírus. Obras e mais obras sendo executadas como se quisesse apenas deixar um legado de realizações para o sucessor. Com destaque para uma obra que será a “menina dos olhos” , a tão sonhada revitalização da EFMM, que marcará a administração Hildon Chaves.
 
As inúmeras idas e vindas de Hildon Chaves enchem de dúvidas adversários e articulistas políticos. Se vai sair ou não à reeleição, o prefeito deve estar guardando a resposta a sete chaves, pois nem os mais íntimos dos amigos e correligionários ousam bater o martelo sobre uma decisão final.
 
Além dos sinais já emitidos de que poderia sair à reeleição, um nome da base de Hildon Chaves foi lançado à prefeitura: Thiago Tezzari, do PSD,  que é presidido por Expedito Netto, filho do cacique Expedito Júnior, um dos mandatários do PSDB, partido do prefeito. Thiago estaria sendo preparado para ser o sucessor de Hildon ou para ser o vice-prefeito? Tezzari que tinha se desincompatibilizado da EMDUR e depois retornado devido às mudanças do calendário eleitoral em função do adiamento das eleições, também imprimiu ritmo forte nos últimos dias, inaugurando iluminação na cidade e até na ponte sobre o rio Madeira, o que lhe valeu o título de “Thiago, o iluminado”.
 
Por último, o prefeito convocou para ontem uma coletiva de imprensa para falar da vitória na justiça sobre a licitação do transporte coletivo e não compareceu, frustrando jornalistas afoitos para saber a decisão final de que sairia ou não à reeleição. Quem compareceu foi o Secretário Municipal de Trânsito, Mobilidade e Transportes Nilton Gonçalves Kisner. 
 
Em resumo, o mistério sobre a decisão de Hildon continua, embora as sinalizações demonstrem de que ele vai sim sair à reeleição, tendo como vice, Thiago Tezzari. O que embaralharia de novo a sucessão.
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