DIA DO CORNO: Algumas pessoas aceitam ser traídas e gostam de ver o parceiro traindo

Conhecido como cuckold, o fetiche no qual as pessoas gostam de ver a parceira com outro é um dos mais procurados do Brasil

DIA DO CORNO: Algumas pessoas aceitam ser traídas e gostam de ver o parceiro traindo

Foto: Divulgação

Na semana passada, no Blog Daquilo, nós falamos sobre o fetiche cuckold e hoje (25/4), no Dia do Corno, vamos estender esse debate e entender alguns dos motivos que levam casais a se aventurarem na prática. Resumidamente, cuckold é o nome que se dá à prática em que o homem sente tesão em ver a parceira transando com outra pessoa.
 
 
 
Enquanto muitos têm bastante curiosidade sobre a experiência — muitos mesmo, 80% dos cerca de 32 mil usuários do Sexlog, rede social de sexo liberal do país — e curtiriam o cuckold caso tivessem a oportunidade, a maioria tem também receio de admitir.
 
 
O título de corno não é algo que as pessoas carregam com orgulho, ainda mais quando ganham o chifre sem querer ou pedir. Mas e quando a alcunha traz prazer? Por que é tão difícil expor isso, mesmo aos amigos mais próximos?
 
 
Mayumi Sato, Chief Marketing Officer (CMO) da Sexlog, observa que mesmo entre pessoas mais liberais, o termo corno causa constrangimento. “Como é algo usado como xingamento e forma de inferiorizar as pessoas, mesmo quem curte a prática aceita melhor a palavra cuckold, se sente mais à vontade assim”.
 
 
Embora fetiches sejam, por si só, tabus, os mais praticados no Brasil, como o ménage à trois, o exibicionismo e o BDSM, sigla que engloba bondage, disciplina, dominação e submissão, são tratados com mais naturalidade.
 
 
Mesmo estando no top 5 de fetiches por todo o Brasil, o cuckold acaba ficando mais sigiloso, mas nem por isso menos prazeroso para quem gosta. Apesar da vergonha, Mayumi acredita que a lógica por trás da fantasia é o que mais motiva os casais.
 
 
“Acho que principalmente para o homem, tem um pouco a ver com ver outras pessoas desejando e cobiçando do que ele desfruta. É uma forma de combustível. Você percebe que sua parceira desperta tesão em qualquer pessoa, não só em você, que a ama”, diz.
 
 
Ela explica que é uma espécie de confirmação do quanto sua parceira ou parceiro é desejável e saber que a pessoa escolheu estar a seu lado. “Acredito que passa um pouco pela objetificação, mas é também uma forma de casais liberais experimentarem o lado gostoso do ciúme.”
 
 
Corno, sim. Com muito orgulho
 
 
No telefone dela, o número do marido está salvo como “corno” e, em vez de amor, vida ou outro apelido carinhoso, é o chamando de corno que ela mostra seu amor. Já para ele, a esposa é sua rainha e ele não esconde a adoração.
 
 
Juntos há nove anos, o casal de influenciadores Krissia, 28 anos, e Fagner Figueiredo, 32, praticam o fetiche cuckold desde o início do relacionamento e os dois garantem que a prática aproximou o casal como nunca.
 
 
O desejo partiu de Fagner, que sempre sentiu desejo ao ler contos e ver histórias de homens que curtiam ver a mulher com outro. “Comecei falando para ela das minhas vontades e compartilhando esses contos eróticos”, lembra.
 
 
 
 
A princípio, Krissia não curtiu a ideia e não entendeu o porquê da proposta, o que Fagner acredita ser a reação de mais de 90% das mulheres. Com bastante diálogo, Fagner foi compartilhando suas fantasias com Krissia, que começou a se interessar e sentir vontade de experimentar.
 
 
Hoje, corno e hot wife, como são chamadas as mulheres que praticam cuckold com os parceiros, vivem felizes e dividem suas experiências com pessoas interessadas em tipos de relacionamento mais liberais.
 
 
Krissia e Fagner contam que, quando começaram a prática, não existia muito material sobre o assunto e que poucos casais topavam falar abertamente. “Resolvemos mostrar nossa experiência para tirar esse preconceito todo. As pessoas precisam se permitir experimentar o que desperta desejo nelas”, afirma Krissia.
 
 
Fagner nunca ligou para a opinião dos outros sobre vida — feliz — de corno. Krissia revela que já se sentiu bastante julgada por algumas amigas, que até falavam mal do parceiro e a encorajavam a terminar. Mas o casal preferiu dar atenção ao que eles mesmo pensavam, sentiam e queriam, e incentivam que todas as pessoas façam o mesmo.
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