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FORTES RAJADAS: Giganstesco Buraco coronal produz vento solar de 600 km/s

Esse aumento no fluxo deve provocar fortes instabilidades na ionosfera nos próximos dias, com possibilidades de tempestades geomagnéticas

APOLO 11

03 de Agosto de 2020 às 09:21

Foto: Divulgação

Um grande buraco coronal observado na superfície do Sol está produzindo fortes rajadas de partículas carregadas em direção à Terra. Esse aumento no fluxo deve provocar fortes instabilidades na ionosfera nos próximos dias, com possibilidades de tempestades geomagnéticas.
 
Nas últimas horas, sensores a bordo do satélite GOES-16 registraram uma significante mudança no padrão da velocidade do vento solar, que passou a oscilar de 350 km/s para além de 600 km/s.
 
O motivo dessa alteração é um grande buraco coronal que está voltado para o nosso planeta. Com isso, as partículas do Sol estão sendo ejetadas com maior velocidade ao espaço e atingindo neste momento a magnetosfera da Terra.
 
Registro do aumento do vento solar devido à presença de um buraco coronal faceado em direção à Terra.
 
Essa instabilidade pode criar auroras polares nos próximos dias, além de tormentas geomagnéticas de nível G1 e G2, que podem causar blecautes de radiopropagação, surtos de corrente em linhas de transmissão e anomalias em dispositivos de geolocalização, especialmente aqueles que operam em baixas frequências, como os localizadores de aeronaves e aeroportos.
 
Buraco Coronal
 
Buracos coronais são anomalias magnéticas que ocorrem eventualmente no topo da atmosfera do Sol, conhecida como coroa ou corona solar. Essas mega estruturas se formam em decorrência de um enfraquecimento momentâneo do intrincado campo magnético que envolve o plasma desta região do Sol e como consequência permite que o vento solar escape com velocidade muito mais elevada.
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