RITMO: Exportações de soja perdem força e foco no mercado interno

Ainda assim o total das exportações brasileiras continua sendo recorde no acumulado do ano e chega a 71,4 milhões de toneladas,

RITMO: Exportações de soja perdem força e foco no mercado interno

Foto: Ilustrativa

Os números trazidos pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) nesta segunda-feira (9) mstram que as exportações de soja do Brasil nos primeiros cinco dias úteis de agosto de 1,381 milhão de toneladas.
 
O volume semanal é um pouco mais baixo do que nos últimos meses - o que já vinha sendo sinalizado pelos analistas e consultores - e se mostra ainda 0,68% menor do que em agosto de 2020. 
 
Ainda assim, como explica Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, o total das exportações brasileiras continua sendo recorde no acumulado do ano e chega a 71,4 milhões de toneladas, contra 70,3 milhões do mesmo período do ano passado. 
 
Não só na soja em grão, mas em todo complexo soja o volume é recorde e chega a 83,4 milhões de toneladas já embarcadas entre grão, farelo e óleo. Há um ano, o volume era de 82,3 milhões. 
 
Os novos negócios para exportação de volumes remanescentes de soja 2020/21 são limitados e mais escassos agora, com o produtor brasileiro focado na demanda interna, que em alguns pontos do país chega a pagar melhor do que a exportação, ainda como explica Brandalizze. 
 
E a restrição de oferta de produto disponível no Brasil puxou, inclusive, os preços da soja também nos portos do Brasil nesta segunda-feira. De acordo com o consultor, os indicativos já são melhores do que os observados na última sexta-feira (6). O mercado testou R$ 171,50 a R$ 172,00 para agosto e R$ 173,00 para setembro. Para a safra nova, indicativos na casa dos R$ 163,00 por saca. 
 
No interior, as altas foram bastante expressivas em alguns pontos do Brasil, como em Tangará da Serra/MT, de 1,25% para R$ 162,00 por saca no disponível; 1,92% em Rio do Sul/SC para R$ 159,00 e 3,95% para R$ 158,00 em São Gabriel do Oeste/MS. Em Castro, no Paraná, apesar da estabilidade, a referência permaneceu nos R$ 168,00. 
 
Apesar das leves baixas registradas pelos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago, o dólar subiu neste início de semana e vai terminando o dia na casa dos R$ 5,24, o que também favoreceu a formação de preços mais altos no mercado brasileiro, além da pouca oferta e da disputa entre demanda interna e externa que começa a se aquecer.
 
Nesta segunda-feira, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais) trouxe suas novas estimativas mantendo os números de 86,7 milhões para as exportações de soja do Brasil - 4,5% a mais do que no ano passado - e o esmagamento em 46,5 milhões, um pouco menor do que os 46,845 milhões de 2020. 
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