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MERCADO: Há excesso de otimismo e cotação da soja pode sofrer correção

Os preços do trigo, milho e soja estão, em grande parte, mantendo fortes ganhos desde o meio da semana passada

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

05 de Outubro de 2020 às 14:52

Foto: Divulgação

 

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS - O otimismo dos participantes do mercado de grãos, orientados para o curto prazo, principalmente para soja, está alto demais, apesar dos estoques mais baixos nos Estados Unidos, avalia o Commerzbank.

 
Em comentário enviado a clientes nesta segunda-feira, 5, Carsten Fritsch, analista do banco alemão, afirma que as posições compradas estão no nível mais alto dos últimos 8 anos e que, apesar da revisão para baixo da produtividade das safras de milho e trigo norte-americanas, divulgada na semana passada, "há excessos", e os preços podem passar por correção.
 
"Com 225 mil contratos, as posições compradas líquidas encontram-se no seu nível mais alto há mais de 8 anos e apenas um pouco abaixo do nível recorde registrado à época. Isso implica um potencial considerável de correção", afirma o analista.
 
 
Os preços do trigo, milho e soja estão, em grande parte, mantendo fortes ganhos desde o meio da semana passada por causa dos estoques dos EUA significativamente mais baixos do que o esperado em 1º de setembro, segundo informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
 
O Commerzbank lembra que, depois das revisões do USDA significativamente mais baixas nas previsões de safra de milho e soja nos EUA em relatório mensal de setembro, a empresa de consultoria IHS Markit também reduziu suas projeções de estoque e safra.
 
O USDA estimou não só que a safra 2020/21 começará com estoques significativamente menores de milho e soja como, ao mesmo tempo, as respectivas colheitas também parecem ser consideravelmente menores do que o esperado há pouco tempo. "O nível de preços mais alto é, portanto, fundamentalmente justificado. No entanto, o otimismo dos participantes do mercado orientados para o curto prazo já é muito alto, especialmente para a soja", reforçou Fritch.
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