É preciso ir além do discurso!

Perdoe-me o deputado Alex Redano, presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga eventuais abusos praticados pela empresa Energisa contra consumidores rondonienses, mas não acredito que a CPI da Energisa logrará êxito na missão para qual foi criada. Respeito à opinião do deputado, mas essa história de que a CPI “precisa dar uma resposta à altura do que o consumidor merece”, não convence mais, exceto os incautos.  

 

No fundo, deputado, o máximo que essa Comissão produzirá será um calhamaço de páginas inúteis, sem nenhum efeito prático.  Até hoje não vi nenhuma Comissão Parlamentar de Inquerido, instituída pela ALE/RO, resultar em proveito para a população. Todas elas acabaram em pizza gigante.  No caso da CPI da Energisa, posso até morder a língua. Se isso acontecer, porém, tenho humildade suficiente para reconhecer meu erro.  Afinal, a humildade é sinal de grandeza a que nem todos estão acostumados. 

 

Não bastar, contudo, ir a um programa de rádio ou ocupar a tribuna do parlamento e dizer que vai fazer isso ou aquilo. É preciso agir. O povo está cansado de ouvir promessas messiânicas. Ele quer ações concretas e duradoras que contribuam de alguma maneira para, pelo menos, amenizar os problemas do dia a dia. Essa CPI da Energisa nasceu morta e, logo, será enterrada. O contrário disso seria tentar tapar o sol com peneira, como se a sociedade fosse constituída apenas de energúmenos.

 

Sejamos, pois, coerentes e realistas. Lamento se decepciono o nobre deputado. Respeito os que pensam diferente, mas é ilusão acreditar que essa CPI vai resolver alguma coisa. Não vai acontecer nada. Até porque ela foi criada exatamente para isso, ou seja, apenas para encher linguiça e torrar a paciência dos consumidores de energia elétrica, cansados de serem espoliados em seus mais comezinhos direitos. A Energisa vai continuar dando as cartas de um jogo maldito em que só um lado ganha. E ponto final.

 

Os altos interesses públicos, numa verdadeira democracia, precisam superar todos os demais interesses, porque só assim o bem público estará assegurado. Houvesse, por parte da ALE/RO, vontade politica e determinação para resolver o problema, nem precisava criar uma CPI, hoje, vista por muitos rondonienses, como um embuste eleitoreiro.

Direito ao esquecimento

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