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Haja verba indenizatória para eles

COLUNA

10 de Janeiro de 2020 às 09:09

A verba indenizatória é o ressarcimento de despesas relacionadas ao exercício de um mandato, liberada mediante requerimento e comprovação de gastos. A verba existe no Senado da República, na Câmara Federal, nas Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais. A verba indenizatória, portanto, é legal. O problema reside na destinação que alguns políticos dão aos recursos públicos.

 

Os números são incontestáveis. Tem muita gente usando e, ao que tudo indica, abusando da verba indenizatória na aquisição de combustível e alimentação. Há o caso de um parlamentar que gastou quase trinta mil por mês na compra de camarão. E o que dizer do cidadão que queimou quase cem mil reais, em menos de trinta dias, na aquisição de gasolina para abastecer o carro dele e o da sua mulher. Pode parecer absurdo, mas é isso mesmo.

 

A verba indenizatória - repita-se - não constitui nenhuma ilegalidade, desde que usada com transparência e responsabilidade, mas a maioria dos políticos quer saber mesmo é de esbanjar. Não pesa na consciência desse pessoal que a grana é o resultado de impostos, taxas e contribuições, extraídos do contribuinte. Não é justo, porém, colocar todo mundo no mesmo saco de gatos. Afinal, muitos parlamentares usam o dinheiro com parcimônia e consciência, pois se preocupam em passar uma imagem positiva aos eleitores.

 

Houvesse o devido cuidado com a correta aplicação dos recursos públicos por parte daqueles a quem o povo confia o voto, muito provavelmente não seríamos surpreendidos frequentemente com tantos escândalos nos mais diferentes níveis de poder, ou, o que é pior, mesmo tendo conhecimento deles, não veríamos tanta sujeira sendo empurrada para debaixo do tapete, como se fez com o maior descaramento em outros tempos não tão remotos.

 

A verba indenizatória foi criada para cobrir despesas relacionadas ao exercício de um mandato parlamentar, mas, infelizmente, muitos a usam para aplacar a satisfação pessoal e, por tabela, engordar a própria remuneração, mesmo que para isso tenham que inventar despesas que nunca aconteceram de fato.

Direito ao esquecimento

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