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Um cancro chamado transporte escolar rural (terrestre e fluvial)

COLUNA

05 de Julho de 2019 às 08:46

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Apesar de não ter votado no candidato e, hoje, prefeito de Porto Velho, doutor Hildon Chaves, torço pelo êxito de sua administração, pois amo a cidade que me acolheu, porém há fatos para as quais não podemos fechar os olhos. Fazê-lo, contudo, seria cumplicidade com a coisa errada. Refiro-me à situação do transporte escolar rural (terrestre e fluvial). É inadmissível que o palácio Tancredo Neves ainda não se tenha dado conta da gravidade do problema. Não se trata de pânico histérico. O caso é grave e não admite tergiversações, exigindo medidas céleres e eficientes.

 

Qualquer omissão é imperdoável. O novo secretário municipal de educação já teve tempo suficiente para conhecer a realidade da pasta, mas até agora ainda não disse a que veio.  O pouco caso com que o poder público vem tratando a questão só pode ser entendido como irresponsabilidade na medida em que foge ao bom senso aceitar que uma situação dessa natureza continue se arrastando por tanto tempo.

 

A conduta do titular da Semed por certo não contribui em nada para melhorar a imagem de um governo que se arrasta entre a descrença, o descrédito e a revolta de uma população cansada de ser tratada com desdém. Não é de hoje que o vereador Aleks Palitot vem alertando para o caos que se instalou no transporte escolar rural. São carros pifando no meio do caminho; outros sem combustíveis; crianças que não conseguem chegar ao colégio, disse o parlamentar, em discurso proferido da tribuna da Câmara Municipal, na sessão de segunda-feira (1).

 

É imprescindível que os que foram eleitos ou designados para ocuparem cargos públicos, devidamente remunerados com o suado dinheiro do contribuinte, deem conta de suas responsabilidades. A menos, é claro, que negar o acesso à educação a centenas de crianças e adolescentes seja algo secundário, sem a menor importância.

 

As entidades representativas dos vários segmentos sociais de Rondônia que têm a responsabilidade de zelar pelos direitos da popular estão na obrigação, portanto, de erguer suas vozes para fazer chegar os reclamos da população aos ouvidos palacianos. A hora não admite brincadeiras. É o futuro de centenas de crianças e adolescentes que está em jogo.

 

É preciso tratar com seriedade e competência um tema de extrema importância. Agora, se quem está no timão da nau chamada Semed não consegue avançar um milímetro sequer na resolução dos problemas afetos à pasta, pois, então, que pegue o violão e vá tocar em outra freguesia, porque a população está cansada diante do menosprezo a quem tem sido submetida seguidamente por pessoas despreparadas para os postos de mando.  

Direito ao esquecimento

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