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Ética do cidadão e do político

COLUNA

06 de Janeiro de 2020 às 17:31

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Até os adolescentes de hoje, muito mais informados que os da minha geração dos anos 60, já descobriram que as pessoas, até mesmo os pais, mudam de opinião e de comportamento quando entram para as fileiras da política partidária que vigora no Brasil.

 

Na verdade, ressalvadas as exceções, a pessoa quando opta pela política e se elege, rasga a ética cidadã que aprendeu no seio da família, e assume a ética da prosperidade, onde os valores republicanos serão precarizados ou, simplesmente, ignorados.

 

Sim amigos, temos em nosso país, a ética do cidadão e a ética do político.

 

O cidadão brasileiro condena e, muitos, até combatem a corrupção, o nepotismo, a atuação legislativa em causa própria e tantas outras mazelas não autorizadas pelo eleitor.

 

Reclama contra promessas feitas e não cumpridas, a cumplicidade entre pessoas e órgãos públicos, na base do ‘eu te protejo e tu me protege’ e contra os exacerbados privilégios sustentados pelo seu bolso. 

 

A pessoa que luta para sustentar a família e pagar seus impostos, defende a honestidade, a verdade, a honradez e a crença na Lei de Deus, vira outra pessoa quando entra para o meio político.

 

E nem precisa ter, necessariamente, cargo eletivo de vereador ou governador, de deputado ou prefeito. Basta assumir um cargo público no município, no estado ou no governo federal. Logo esquece das sandálias, calça um salto alto, troca a camisa, põe um paletó e vira outra pessoa.

 

Muda tudo. O outrora honrado cidadão, assume outra conduta, outra ética. É, agora, um cínico, hipócrita e egoísta. Na maioria dos casos, intolerante, arrogante e grosseiro com subalternos, mas humilde, simpático, educado e serviçal com os superiores. Um pau para toda obra.

 

O que importa agora é ficar rico. Tirar vantagens de tudo em todas as oportunidades amparadas por leis espúrias ou não. E ser bom ator para o público. Ser esperto, esconder tudo e não ser trouxa para se deixar pegar, como muitas bestas fizeram.

 

Conquistar altos cargos, mandatos e ser presidente de um partido. O caminho para uma receita certa e segura para botar a mão numa parcela do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral. Dinheiro grosso, sem carimbo e sem fiscalização.

 

E a política da prosperidade vence mais uma vez.  E, mais uma vez, o povo perde e a honestidade fica com vergonha de ser honesta.

Direito ao esquecimento

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