A floresta petrificada, longa metragem baseado no sucesso da Broadway de 1935, assinado por Robert E. Sherwood, chegou às telas um ano depois estrelado por Leslie Howard e Betty Davis, os mesmos atores que atuaram na peça, recriarem os respectivos papéis, incluindo um tal Humphrey Bogart como o gângster Duke Mantee, assassino caçado pela polícia.
A trama se desenvolve em um único cenário, um pequeno restaurante de beira de estrada no calor do deserto do Arizona. Ali o vilão e seu bando fazem o escritor Alan Squier (Howard), a garçonete Gabby Maple (Davis) e outros clientes do Black Mesa. Floresta petrificada dirigido por Archie Mayo não esconde sua origem teatral, por mais que diretor e elenco tentem.
Filmado em estúdio e com algumas externas, os diálogos não soam naturais e as interpretações têm altos e baixos, o longa vale pela atuação de Bogart e o carisma de Leslie Howard, que pressionou os produtores a contratar Bogart para o papel de Mantee, seu intérprete também na versão teatral. Howard disse que sem a contratação de Bogart, não faria o filme. Desta forma ajudou a iniciar a brilhante carreira de Bogie.
Da coleção Warner Bros Pictures Gângsters, Floresta petrificada é, em meu ponto de vista, o patinho feio, o filme mais fraco, porém, a presença do trio Leslie Howard, Betty Davis e Humprey Bogart garantiu o sucesso da película. Curiosamente, Bogart agradecido ao amigo, batizou sua filha com o nome Leslie, em homenagem ao eterno intérprete de Ashley Wilkes, de E o vento levou. Da coleção, Bogart estrela Heróis esquecidos, dividindo as cenas com James Cagney.
Mesmo com a consagração como Duke Mantee, Boogie precisou interpretar mais uma dezena de gangsters, como em O último refúgio e outros. Bogart também interpretou detetives em Relíquia macabra e À beira do abismo, promotor, em Um preço para cada crime, dono de bar, em Casablanca, bêbado aventureiro em Uma aventura na África, dirigido por John Huston. O papel deu a Boogie o único Oscar de melhor ator de sua carreira.
Homenageado por Jean-Paul Belmondo no clássico da Nouvelle Vague francesa Acossado, de Jean-Luc Godard, Humphey Bogart morreria aos 57 anos, de câncer, mas se imortalizou graças aos papéis que interpretou nas telas de cinema. Deixou a vida para se tornar um dos grandes mitos de Hollywood e da história da Sétima Arte.