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A FNSP e uma nova versão ambiental

COLUNA

30 de Janeiro de 2020 às 09:14

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A primeira pergunta que nos vem à mente é: o que é e o que faz essa tal Força Nacional de Segurança Publica (FNSP)? Sem qualquer ligação ou semelhança com as Forças Armadas (FFAA), sua criação em 2004 abriria a possibilidade de cooperação entre os órgãos de segurança pública dos Estados. Composta por policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos de vários Estados brasileiros, passaria por processos seletivo e de capacitação que a tornaria a pronta resposta da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

 

Tendo uma fração apta ao emprego operacional, aí estaria a maneira de, atendendo ao pedido dos Estados ou mesmo à determinação do MJSP, realizar o deslocamento pra área em conflito, buscando a solução do problema sem o emprego prematuro das FFAA.

 

Que bela explicação teórica, mas na prática ainda está longe de ser uma realidade. Quando se vê, por exemplo, uma equipe de 15 ou 20 agentes da FNSP atuando na região de Guajará-Mirim, no combate a crimes transfronteiriços como tráfico de drogas e armas, pouco se percebe no aumento do poder de combate da nossa valorosa Polícia Militar rondoniense. Meus amigos, a área exemplificada é enorme, cheia de penetrantes, que torna um grupo pequeno de agentes de segurança pública num “grão de areia no deserto”. E vejam que não se está entrando no mérito financeiro da questão, com pagamento de (muitas) diárias e outros custos nada baratos...

 

Em 2019, vivemos um grande teatro que cantou aos quatro ventos que a nossa Amazônia estava em chamas. Digo teatro pois os dados verdadeiros desmentem todo o alarde propagado, muito, muito aquém do que ocorre, por exemplo, lá no outro lado do mundo, numa tal de Austrália. Mas aqui, foram as FFAA, lado a lado com outros órgãos federais e estaduais, que deram a pronta resposta à pane ambiental. Vem então a pergunta: uma tropa com 15 ou 20 agentes dessa nova Força Nacional Ambiental dará conta do recado no combate ao desmatamento ilegal e aos incêndios florestais? Ou as FFAA serão novamente acionadas nas crises que porventura apareçam em anos vindouros?

 

Como a PREVENÇÃO é dita mais efetiva do que a CORREÇÃO, as ações ostensivas diuturnas dessa nova Força Nacional Ambiental contra os delitos ambientais também serão uma constante? Falo 24 horas por dia, 07 dias por semana, 365 dias por ano. Ah, e tem também um tal de recém criado Conselho da Amazônia que vai se encaixar nesse cenário...

 

Como de boas ideias o inferno está cheio, vamos torcer (fiscalizar e cobrar) para que, não somente a FNSP, mas também essa nova Força Nacional Ambiental, perfeitamente integradas com os outros órgãos federais e estaduais, possam apresentar robustos resultados tangíveis, justificando tudo aquilo que a sociedade, principalmente a amazônica, exige para a preservação daquilo que nos é muito caro: a nossa floresta.


Selva.

Direito ao esquecimento

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