RECEIO: 38% dos brasileiros vão demorar mais de 9 meses para entrar em um avião

A preferência, por enquanto, fica por viagens curtas, de um dia ou um final de semana; Aponta pesquisa.

RECEIO: 38% dos brasileiros vão demorar mais de 9 meses para entrar em um avião

Foto: Divulgação

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DIÁRIO DO TURISMO - O isolamento social ditou uma nova forma de consumo, como demonstra um estudo recente realizado pela Criteo. Comprar mercadorias online, pedir comidas por serviços de delivery e realizar compras através de aplicativos para smartphones estão entre os principais comportamentos adotados por brasileiros durante a pandemia do coronavírus. De acordo com dados da análise, 67% dos consumidores descobriu, ao menos, uma nova forma de compra que pretende manter para o “novo normal”, fase pós isolamento social.
 
A empresa de tecnologia, especializada em fornecer aos profissionais de marketing de todo o mundo publicidade confiável e impactante, realizou um estudo aprofundado correspondente ao comportamento de consumidores nas duas últimas semanas de maio, entre os dias 13 e 29 do mês. No Brasil, o isolamento social redefiniu os hábitos de consumo pessoais e expectativas a longo prazo.
 
Retorno gradual
 
Mesmo com a abertura gradativa de shoppings, uma grande parcela dos consumidores vai demorar para frequentar lojas físicas. Cerca de 4 entre 10 brasileiros está pronto para voltar aos shoppings daqui a 2 meses. Um parcela ainda maior, 27%, diz que vai demorar de 3 a 5 meses para entrar em lojas físicas; 18% acredita que o processo vai levar de 6 a 9 meses; enquanto 16% afirma que só voltará aos estabelecimentos depois de passados mais de 9 meses.
 
Dos respondentes, apenas 15% estariam dispostos a voltar a frequentar shoppings imediatamente, o que fortalece ainda mais o comércio online no Brasil.
 
Em relação às viagens, apesar de 68% dos brasileiros estarem ansiosos para viajar de novo, 38% dizem que vão demorar mais de 9 meses para entrar em um avião, enquanto 24% afirma que esse processo deve demorar de 6 a 9 meses. A preferência, por enquanto, fica por viagens curtas, de um dia ou um final de semana.
 
Novos Hábitos
 
Os dados mostram que o impacto do coronavírus no fechamento de negócios “não essenciais”, afetou diretamente as compras online e, consequentemente, gerou o desenvolvimento de novos hábitos. Além disso, com mais tempo em casa, 53% dos brasileiros passaram a cozinhar mais e pretendem transformar isso em um costume.
 
O isolamento social forçado também foi visto, por cerca de dois terços dos entrevistados (65%), como uma oportunidade para repensar antigos hábitos. Sem os deslocamentos básicos do dia-a-dia, a necessidade por praticar exercícios cresceu – assim como a compra de aparelhos de ginástica e download de aplicativos de treinos. Para os brasileiros que descobriram essa prática, 50% pretende mantê-la com o fim da pandemia.
 
O home office também ganhou seu espaço. Com os escritórios fechados, a parte dos brasileiros enfrentou uma situação nova: trabalhar de casa. Apesar de estar em um ambiente mais sujeito à distrações, funcionários e empresas notaram mais pontos positivos do que negativos, e 46% dos que adotaram essa prática pretendem mantê-la.  
 
Metodologia
 
As análises da Criteo são baseadas em um banco de dados com informações de mais de 80 países e 2 bilhões de compradores mensais ativos, que gastam cerca de US $ 900 bilhões anualmente em aproximadamente 20.000 sites de comércio eletrônico. A partir desse enorme conjunto de dados, a Criteo pode observar tendências globalmente e entre regiões – Ásia-Pacífico, Europa e Américas.
 
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