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CRISE: Latam Linhas Aéreas pode demitir até 2,7 mil pilotos e comissários

A Latam está propondo flexibilizar a convenção coletiva, com novas regras de remuneração de tripulantes

DIARIO DO TURISMO

22 de Junho de 2020 às 11:26

Atualizada em : 22 de Junho de 2020 às 11:30

Foto: Divulgação

 

DIÁRIO DO TURISMO - A proposta de mudança permanente no plano de remuneração tem levado a um impasse nas negociações com o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). O presidente do SNA, Ondino Dutra, pediu publicamente a demissão do presidente da Latam Brasil, Jerome Cadier, durante uma transmissão ao vivo no dia 17 de junho.
 
“Estamos descrentes sobre a real intenção da empresa em buscar o consenso na medida em que propõe uma redução permanente no salário para uma situação que é temporária”, disse o presidente do SNA, Ondino Dutra.
 
A Latam terá um dia sem voos domésticos pela primeira vez. No fim da tarde de sexta-feira, a empresa soltou uma breve nota: “A Latam informa que segue em negociação com o sindicato”.
 
Propostas da aérea
 
Na tentativa de reduzir custos em um ambiente de forte queda na demanda por viagens de avião, a Latam apresentou duas propostas ao SNA. Ambas começam com programas de licença não remunerada e demissão voluntária.
 
Na primeira proposta, caso a adesão aos programas voluntários não alcance 2,7 mil tripulantes – 2 mil comissários e 700 pilotos –, a empresa fará demissões até atingir o número. E os 4.965 tripulantes restantes terão a jornada reduzida em 50%.
 
A segunda proposta prevê trabalho em meio período (redução de 50% de jornada) para todo o quadro de tripulantes até dezembro de 2021.
 
No entanto, a principal resistência às propostas da Latam, segundo Dutra, não tem a ver com as regras temporárias, mas está relacionada à tentativa de promover mudanças permanentes na forma de remuneração da categoria, além de outras flexibilizações nas regras da convenção trabalhista vigente.
 
A Latam pode reduzir sua operação em 30% e demitir cerca de 700 pilotos no Brasil. Formalmente, as negociações continuam, mas, segundo Dutra, se a empresa insistir em mudanças permanentes, a expectativa é que o acordo seja rejeitado.
 
“A categoria tem demonstrado vontade em buscar um acordo para a proposta de redução temporária dos salários e com isso garantir a manutenção dos empregos nos próximos 18 meses”, diz Dutra. “Mas entendemos que a redução de salário a partir de 2022 não se justifica como medida para enfrentar a crise.”
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