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COVID-19: Latam precisa de apenas 12% dos funcionários para atender operações atuais

"O setor levará de três a quatro anos para se recuperar novamente, muitas pessoas vão adiar suas viagens, a situação econômica obviamente afeta”

MERCADO E EVENTOS

09 de Junho de 2020 às 16:04

Foto: Divulgação

 

MERCADO E EVENTOS - Com cerca de 95% de suas operações suspensas por conta da pandemia de coronavírus, a Latam Airlines deve reduzir ainda mais o seu quadro de funcionários. O grupo, que contava com cerca de 42 mil funcionários antes do surto, precisa de apenas 5 mil para atender às operações ativas no momento, o equivalente a 12% do quadro pré-pandemia.

 
O número foi divulgado pelo CEO do Grupo Latam, Roberto Alvo, em entrevista a rádio chilena Cooperativa, ao comentar sobre a perspectiva de novas demissões. “Infelizmente, não posso prometer que não continuaremos diminuindo a empresa. Somos obrigados a reduzir o tamanho, porque será um setor menor por muito tempo. O setor levará de três a quatro anos para se recuperar novamente, muitas pessoas vão adiar suas viagens, a situação econômica obviamente afeta”, disse Alvo.
 
O grupo, que já havia anunciado 1,4 mil demissões no último dia 15 nas subsidiárias de Chile, Colômbia, Equador e Peru, decidiu na última sexta-feira (5) demitir outros mil trabalhadores. Esses números devem aumentar ainda mais em meio a reestruturação da empresa após o pedido de proteção a falência (Capítulo 11) nos Estados Unidos.
 
Antes da pandemia, a Latam operava cerca de 1,4 mil voos diários para 145 destinos em 26 países e possuía uma frota de 332 aeronaves, mas atualmente possui 95% de suas operações suspensas, mantendo apenas 39 rotas domésticas no Brasil, 13 em Chile e quatro rotas internacionais.
 
Apesar dessa situação, a empresa alega ter o apoio financeiro de seus principais controladores, das famílias Cueto e Amaro e da Qatar Airways, que planejam injetar US$ 900 milhões.
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