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JOGO DO EMPURRA: Hildon Chaves só precisa de coragem para decretar o isolamento

Esgueiro, Hildon prefere forçar o governador a tomar uma decisão do que ele mesmo utilizar o poder que tem em sua caneta

Rondoniaovivo - João Paulo Prudêncio

25 de Junho de 2020 às 11:24

Foto: Divulgação

Imprevisibilidade, assim o cidadão portovelhense vem tocando sua vida desde o início da pandemia de Coronavírus, que já matou mais de trezentas pessoas na cidade e infectou outros milhares, colocando a capital do Estado de Rondônia atualmente como um dos focos da infecção na região Norte do Brasil.

 

No final da tarde última quarta-feira (24), o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, através da Procuradoria Geral do Município – PGM acionou a Justiça para determinar que o governador de Rondônia, Marcos Rocha, coloque a capital de Rondônia na fase 1 do plano de distanciamento social para combate ao COVID-19.

 

O plano consiste em quatro fases de reabertura gradual do comércio conforme a disponibilidade de leitos intermediários e de UTI na rede pública e privada do município.

 

A notícia pegou a população de surpresa e muitos comerciantes foram dormir sem saber se poderiam abrir seus estabelecimentos no dia seguinte. Porém até o momento nada se confirmou e a cidade continua na fase 2, onde o distanciamento é seletivo e diversos estabelecimentos podem funcionar seguindo normas de higienização.

 

Em sua justificativa para pedir o retorno da fase 1, a PGM alega a explosão de infecções na cidade, além da clara falta de leitos de UTI, remédios, profissionais de Saúde e insumos médicos.

 

Hildon tem o poder

 

Porém, o prefeito de Porto Velho pode decretar o isolamento restritivo para frear o fluxo de pessoas nas ruas da cidade, isso porque no último dia 15 de abril, o Supremo Tribunal Federal – STF, garantiu aos prefeitos o a decisão sobre quais são as atividades que serão suspensas e os serviços que não serão interrompidos.

 

Mas, desde o final do mês de abril, Chaves vem deixando toda as decisões em relação às medidas de isolamento por conta dos decretos do Governo do Estado, esgueiro, prefere forçar o governador a tomar uma decisão do que ele mesmo utilizar o poder que tem em sua caneta.

 

Com isso, o jogo de empurra segue, as mortes continuam e a cidade de Porto Velho vai perdendo diariamente, pais, irmãos, filhos e amigos. Rusgas politicas vem ficando cada vez mais claras e o sentimento da falta de uma liderança que conduza o município à uma luz no fim desse túnel é algo recorrente entre os portovelhenses.

 

A Justiça deve se manifestar sobre o caso nas próximas horas.

 

Direito ao esquecimento

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