O governo Lula acaba de mandar para a Câmara Federal um Projeto de Lei criando mais de mil e oitocentos novos cargos no Executivo. Em sete anos e seis meses de administração, Lula criou, exatos, duzentos e dez mil novos cargos, superando, de goleada, FHC, seu antecessor.
O petismo já mostrou que é ágil no gatilho quando se trata de inchar a máquina, com cargos comissionados e funções de confiança, para acomodar apaniguados políticos e cabos eleitorais, mas é lerdo como uma preguiça quando o negócio é resolver problemas sociais crônicos, enraizados nas áreas da saúde, educação e segurança pública, apenas para ficar nesses três exemplos.
Lamentavelmente, os que deveriam protestar, gritar, berrar, a plenos pulmões, contra essa e outras patifarias que enxovalham o serviço público, como certas centrais sindicais e sindicatos de servidores, simplesmente, permanecem calados, provavelmente, porque estão sendo beneficiados, de alguma maneira ou de outra, com recursos federais.
Não é de agora, contudo, que servidores ativos, inativos e pensionista, integrantes do governo de Rondônia, vêm lutando, incansavelmente, para serem transferidos para o quadro da União, mas o governo Lula (e sua malta de bajuladores) tenta convencer os desavisados, com desculpadas esfarrapadas, de que não há dinheiro para arcar com o ônus.
Em ano de eleição, é mais importante para o petismo contratar novos cabos eleitorais para reforçar a candidatura da “companheira” Dilma do que garantir tratamento isonômico a servidores de Rondônia, à semelhança do que aconteceu com funcionários de outras unidades da federação.
Não se diga, porém, que a criação de cargos seja uma especialidade apenas do governo Lula. Não! No âmbito municipal, o prefeito Roberto Sobrinho (PT) vai deixar o posto carregando o troféu de o administrador que mais intumesceu a estrutura organizacional da prefeitura de Porto Velho. Os números são impressionantes, capazes de fazer sangrar o mais empedernido dos corações, inclusive petistas de carteirinha.
Comprovadamente, só não há dinheiro nos cofres públicos, nos três níveis de poder, para pagar salários decentes aos que prestam serviços à máquina burocrática, mas para criar cargos e conceder privilégios aos bajuladores de todos os matizes, ai, então, sempre aparece alguém para fazer funcionar o tradicional jeitinho brasileiro. Outubro está chegando. Vamos ver se aprendemos a votar corretamente.