Dois dos envolvidos se apresentavam como "engenheiro" e "advogado", incentivando pessoas a invadir e ocupar a área ilegalmente
Foto: PF
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A Polícia Federal deflagrou na manhã de quinta-feira (3/4) a Operação Igarapé Lage para investigar um grupo criminoso que grilava terras na Terra Indígena Igarapé Lage, localizada em Rondônia.
Foram cumpridos 5 mandados de busca nas cidades de Porto Velho, Guajará-Mirim e Nova Mamoré.
O grupo é suspeito de dividir uma área de 20 km em 100 lotes para venda ilegal, uma vez que as terras indígenas são área de propriedade da União e de uso exclusivo dos povos indígenas.
Dois dos envolvidos se apresentavam como "engenheiro" e "advogado", incentivando pessoas a invadir e ocupar a área ilegalmente.
A TI Igarapé Lage foi demarcada em 1981 e abriga cerca de mil habitantes em 6 aldeias. Desde o final de 2022, mais de 800 hectares foram desmatados, e houve queimadas ilegais, além de um ataque a uma família indígena em que a casa foi incendiada.
Policiais federais, com o apoio de agentes da FUNAI e do IBAMA realizaram a desintrusão na área com a expulsão de invasores e destruição de construções clandestinas, como pontes, algumas com mais de 200 metros de extensão.
Em 2024, ocorreram mais de 8 operações da Polícia Federal de desintrusão na TI Igarapé Lage envolvendo centenas de policiais federais e órgãos parceiros, como o Exército Brasileiro, FUNAI, IBAMA, Polícia Militar e Força Nacional.
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