O OUTRO LADO: Despachante diz que não teve intenção de matar ex-mulher após audiência

O homem alegou que após sair da audiência, viu um carro modelo Onix parado no cruzamento e tentou desviar para não bater, mas se chocou levemente na lateral traseira e acabou capotando

O OUTRO LADO: Despachante diz que não teve intenção de matar ex-mulher após audiência

Foto: Rondoniaovivo

Um despachante de 53 anos procurou a redação do Rondoniaovivo nesta quinta-feira (18) para contar a versão dele sobre os fatos que resultaram em sua prisão na tarde de ontem (17) após acidente com capotamento no cruzamento da Avenida Campos Sales com Duque de Caxias, na região Central de Porto Velho (RO).
 
O homem foi acusado de provocar acidente proposital contra o carro onde estava a ex-mulher dele, uma enfermeira de 37 anos.
 
O ex-casal tinha acabado de sair de uma audiência de conciliação, que debatia quanto a partilha de bens e a guarda do filho que ambos possuem juntos.
 
A mulher que tem medida protetiva contra o homem contou que após a audiência teria sido seguida pelo ex-marido que jogou o carro dele contra o que ela estava junto com o atual marido.
 
Na colisão, o automóvel que acabou capotamento foi o que estava o despachante. Ele não se feriu e foi levado preso para o Departamento de Flagrantes por crimes de tentativa de homicídio, direção perigosa e desobediência a ordem judicial.
 
 
No entanto, o delegado de plantão após analisar as imagens de câmeras de monitoramento verificou que não houve clareza  na afirmação de que o despachante teria contribuído para a colisão.
 
 
Versão do despachante
 
 
 
O homem alegou que após sair da audiência, viu um carro modelo Onix parado no cruzamento e tentou desviar para não bater, mas se chocou levemente na lateral traseira e acabou capotando. O despachante afirma ainda que nem sabia que a ex-mulher estava dentro do automóvel Onix. Ele foi liberado na delegacia.
 
 
O que diz o delegado
 
 
Em seu despacho no Departamento de Flagrantes o delegado de plantão afirmou: "Para o indiciamento criminal a Autoridade Policial deve estar totalmente convencida dos indícios de autoria e da materialidade, não podendo inclinar-se a uma das versões sem que haja o mínimo de comprovação circunstancial. 
 
Nesse sentido, a oposição de versões não pode ser considerada mentirosa e nem verdadeira, vez que ambos podem estar apresentando versões parcialmente verdadeiras, já que não há testemunhas oculares do fato.
 
No que tange ao acidente, pelas imagens obtidas pelos advogados do conduzido, não é possível extrair se o choque foi apenas um sinistro de trânsito ou se foi proposital, até mesmo porque a audiência na Vara de Família não houve qualquer intercorrência relatada na ata da audiência.
 
Diante disso, considerando que a notícia-crime está sendo analisada durante o plantão de polícia em meio a outras ocorrências policiais, por prudência e melhor esclarecimento dos fatos a notícia deve ser levada para a Delegacia Especializada no Atendimento a Mulher - DEAM, vez que este Departamento de Flagrantes não possui setor investigativo para sanar as dúvidas a tempo da lavratura do competente procedimento criminal", finalizou o delegado.
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