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CONFLITO: Sem terra atiram em funcionários de fazenda e ameaçam índios em RO

A PM gerenciou o conflito sendo colhido as informações sem nenhum desentendimento com o grupo

RONDÔNIA EM AÇÃO

15 de Fevereiro de 2021 às 11:31

Foto: Divulgação

 

A polícia militar recebeu informações na noite de sexta-feira (12), que na fazenda Amorim, local de conflito agrário, havia ocorrido uma emboscada contra os funcionários da fazenda, sendo ocorrido vários disparos de armas de fogo onde os funcionários fugiram e se refugiaram na aldeia indígena.
 
Devido ser tarde da noite e as vítimas já estarem em segurança, a PM esperou amanhecer e reuniu duas guarnições da patrulha rural de Buritis, uma guarnição de Campo Novo e uma guarnição do Distrito Três Coqueiros e se deslocaram para área de conflito que fica do município de Governador Jorge Teixeira.
 
A equipe de força tarefa foi para a área de conflito até chegar na aldeia indígena Uru-eu-wau-wau, onde 07 funcionários da fazenda estavam refugiados . As vítimas relataram para a PM que na noite do dia 12 de fevereiro, foram surpreendidos por várias pessoas na sede da fazenda, as quais atacaram o local com vários disparos de arma de fogo, obrigando-os a abandonar o local e fugir para aldeia indígena.
 
Os funcionários relataram que acabou a energia na sede e dois funcionários foram até o padrão de energia ver o que havia acontecido quando começou os disparos de arma de fogo e os dois funcionários conseguiram fugir.
 
Os outros funcionários que ficaram na sede da fazenda escutaram os tiros e viram várias lanternas então eles temendo pela vida fugiram para a aldeia onde pediram socorro.
 
 
A caminhonete usada pelos funcionários estava com três marcas de disparos de arma de fogo, a PM realizou buscas na caminhonete onde no interior de uma bolsa, foram encontradas 18 munições calibre 12, intactas e no assolho encontrados 07 estojos de munições calibre 12 deflagradas.
 
A liderança da aldeia Uru-eu-wau-wau, relatou para PM que está com medo dessa situação de conflito e que eles já foram ameaçados pelos sem-terra, falaram que iriam meter tiros se os índios usassem a estrada vicinal que passa no meio da área conflituosa.
 
A força tarefa da PM se deslocou para dentro da fazenda onde localizou várias pessoas no local e estas relataram que sofrem ameaças de morte por partes dos funcionários da fazenda, as quais portam arma de fogo de grosso calibre e que exercem pressão nas pessoas que reivindicam posse da terra e que tem uma associação que fica entre as terras da aldeia indígena e da fazenda e que os funcionários da fazenda não deixam eles passarem pela estrada da fazenda para ir para associação.
 
No local a PM recolheu diversos estojos de munições deflagradas de diversos calibres, sendo eles: 09 de calibre 12, 03 de calibre 20, 05 de calibre 32, 03 de calibre 28 e 01 estojos de calibre não identificado. Na sede da fazenda foi observado que as duas casas foram derrubadas e incendiadas, bem como um trator e uma pá carregadeira foram incendiados e jogados dentro do rio. Neste mesmo local foram notados que existem 03 barricadas montadas, preparadas para confrontos armados.
 
A PM após realizar o patrulhamento na área e colher as informações do local escoltou 07 pessoas, funcionários da fazenda, para área fora da área de conflito. Durante a saída da fazenda, na porteira principal da Linha 90, a PM foi cercada por aproximadamente 80 sem-terra, que reclamaram com a PM que não aceitam a reintegração de posse e afirmam que vem sofrendo ameaças dos funcionários da fazenda. A PM gerenciou o conflito sendo colhido as informações sem nenhum desentendimento com o grupo. As 07 pessoas resgatadas na aldeia indígena foram encaminhadas à delegacia de Polícia Civil de Buritis para que sejam tomadas as providencias cabíveis.
 
 
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