Até 2028, o primeiro emprego vai ser enterrado. Não por crise econômica, mas por matemática. Empresas já estão descobrindo que um robô custa menos, produz mais e nunca falta ao trabalho. E quando a lógica do lucro fala mais alto, milhões de jovens brasileiros vão perder a única porta de entrada no mercado: o estágio. O problema não é só econômico. É social. É existencial.
Mais um bilionário do Vale do Silício previu que a maioria dos empregos será substituída pela inteligência artificial (IA), independentemente de se trabalhar em uma fazenda ou em vendas. “Estimo que 80% de 80% de todos os empregos, talvez mais, podem ser realizados por uma IA”, alertou o famoso investidor e empreendedor Vinod Khosla.
Khosla, cofundador da Sun Microsystems em 1982 e investidor em empresas como Netscape, Amazon e Google, destacou que a IA pode substituir profissionais de diversas áreas, incluindo médicos, psiquiatras, vendedores e engenheiros. Em um extenso post em seu blog, ele explicou que passou as últimas quatro décadas estudando tecnologias disruptivas e chegou à conclusão de que a IA reduzirá a necessidade de trabalho humano, pois realizará a maioria das funções de forma mais eficiente, rápida e barata.
Para evitar uma “distopia econômica”, onde “a riqueza se concentra cada vez mais no topo enquanto o trabalho intelectual e físico é desvalorizado”, resultando em desemprego em massa, Khosla aponta uma solução: a renda básica universal (RBU). “A IA poderia criar um mundo onde uma pequena elite prospera, enquanto o restante enfrenta instabilidade econômica, especialmente em uma democracia que navega sem políticas fortes”, escreveu Khosla.