INVERTIDA: Fúria denuncia vereador, mas vira investigado pelo Ministério Público

Prefeito de Cacoal acusou Paulo Henrique de querer portarias e de ter intermediado compra de vacinas

INVERTIDA: Fúria denuncia vereador, mas vira investigado pelo Ministério Público

Foto: Divulgação

Dizem que às vezes, o feitiço pode virar contra o feiticeiro. Provavelmente é o que vai acontecer com o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD).
 
Ele reagiu depois que o vereador Paulo Henrique (PTB) fez diversas denúncias envolvendo Fúria. Primeiro uma festa irregular em plena pandemia, que teria cobrança de ingressos feita pela própria esposa do prefeito. Neste mesmo evento, um rapaz sofreu um acidente e quase perdeu o pé.
 
Mais recentemente, o parlamentar recebeu vídeos e provas de que o chefe do Executivo cacoalense estaria utilizando máquinas públicas para fazer benfeitorias envolvendo rejeito de asfalto descartado da BR-364 pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
 
Contra-ataque 
 
Por isso, Adailton Fúria também fez “denúncias” (sem provas, enquanto o vereador Paulo Henrique tinha dezenas de indícios das irregularidades do prefeito).
 
Fúria recorreu à imprensa de Cacoal onde afirmou que Paulo Henrique estava contrariado por não ter conseguido nomear aliados em cargos comissionados (portarias). Outra acusação do prefeito contra o vereador foi a de que ele estaria intermediando a compra de vacinas contra a Covid-19, negociação que não foi aceita por Fúria.
 
Versões
 
Fúria nunca negou que o rejeito de asfalto foi usado em seu sítio, mas disse que a propriedade está alugada para outra pessoa. Ele afirma também que existe lei municipal que autoriza o uso de máquinas públicas em qualquer propriedade particular da cidade.
 
Já Paulo Henrique declarou que nunca teve interesse em compra de vacinas, mas como vários prefeitos e governadores cogitavam adquirir imunizantes no começo deste ano, o vereador disse ter sugerido ao prefeito que adquirisse vacinas para a população.
 
De olho
 
Fúria levou a denúncia à Polícia Civil, que virou inquérito e ainda está sob os cuidados do delegado Edson Florêncio. Quando as investigações forem encerradas, o conteúdo será enviado ao Ministério Público.
 
Caso aceite a denúncia, o MP vai enviar o material para análise do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO). 
 
 
É nesse ponto que a história muda de curso e se volta contra o próprio Fúria. Apesar de o prefeito ter feito a denúncia, virou investigado pelos crimes de corrupção ativa, passiva e concussão. Em pesquisa feita pelo Rondoniaovivo, o prefeito está como investigado e não como denunciante/polo ativo no processo.
 
Asfalto
 
Ainda nesta semana, também virou processo judicial as denúncias sobre uso de equipamento público em benefício próprio.
 
Esta investigação vai apurar as obras com rejeitos de asfalto em propriedade do prefeito. O caso está na 1ª Vara Criminal de Cacoal, sob a responsabilidade do juiz Rogério Montai.
Direito ao esquecimento

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