VAIDADE: Redes Sociais levam jovens a procurarem cada vez mais procedimentos estéticos

“O problema é que a maioria deles se submete a essas intervenções cirúrgicas ou estéticas com profissionais não habilitados, correndo risco de apresentarem complicações médicas”, alerta o médico Marcelo Almeida

VAIDADE: Redes Sociais levam jovens a procurarem cada vez mais procedimentos estéticos

Foto: Roni Carvalho - foto dr.Marcelo Almeida

"Existe de fato um aumento na demanda por procedimentos estéticos/cirúrgicos por parte dos jovens na faixa etária dos 18 aos 23 anos, mas não chega a um percentual tão alto como está sendo alardeado pela mídia, de 141%. Esse percentual, inclusive, foi desmentido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP)”, esclarece o cirurgião plástico rondoniense Marcelo Almeida.

 

 

Indagado sobre o que está levando a essa procura exacerbada, o cirurgião plástico pontua que: “Como profissional, acredito que a vaidade excessiva, associada à extrema exposição deles nas redes sociais, tem contribuído demasiadamente para essa demanda”.

 

Imagem manipulada

 

 “A maioria não possui maturidade suficiente para não se deixar manipular por aquela imagem perfeita que o artista ou influencer posta em seus perfis na Internet, sendo assim, eles recorrem aos procedimentos estéticos na tentativa de conseguirem esse padrão de beleza que acreditam ser o ideal”.

 

 

Porém, é imperativo que esses jovens  conscientizem-se de que essas fotos, na maior parte das vezes, são manipuladas, não mostram a realidade. “O problema é que eles enxergam apenas o lado positivo do que está sendo exibido na mídia”, frisa o especialista.

 

Alerta aos jovens

 

Marcelo Almeida diz ser de extrema importância que antes de fazer qualquer intervenção estética ou cirúrgica as pessoas nessa faixa-etária informem-se sobre os riscos e benefícios do procedimento com um profissional vinculado à SBCP, que está habilitado para atuar como cirurgião plástico.

 

 

Isto porque, segundo ele, como os jovens não fazem uma filtragem dos profissionais habilitados, terminam realizando o procedimento com pessoas de outras áreas/especialidades, correndo maior risco de apresentarem complicações médicas. “Vale destacar que vem aumentando o número de intercorrência nesse sentido”, pontua.

 

 

Para ele, a questão psicológica do paciente também deve ser levada em conta. É necessário, durante a consulta, conversar para saber o porquê da pessoa tão jovem querer se submeter ao tratamento estético/cirúrgico e o que isso irá acarretar em sua autoestima.

 

“Se tiver dúvidas sobre os profissionais, basta acessar o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica que tem relação de todos os cirurgiões plásticos habilitados em cada estado”.

Direito ao esquecimento

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