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CONSELHEIRO ESTADUAL: Vice-presidente do Sindsef alerta sobre riscos de retorno às aulas presenciais

De acordo com Mário, é importante que os pais e comunidade tomem conhecimento sobre os riscos que todos serão submetidos, considerando que não temos vacinas e os cuidados serão extremamente essenciais.

ASSESSORIA

23 de Junho de 2020 às 14:30

Foto: Divulgação

Conselheiro Estadual de Educação, representante do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Rondônia – Sindsef/RO, recentemente reeleito vice-presidente do sindicato, professor Mário Jorge Sousa de Oliveira, alerta aos pais para que participem de todas as discussões para tratar do retorno presencial das aulas de seus filhos, independente do período em que ocorrerá, permanecendo atentos para quando forem chamados ao debate, sendo em forma online ou presencial.
 
De acordo com Mário, é importante que os pais e comunidade tomem conhecimento sobre os riscos que todos serão submetidos, considerando que não temos vacinas e os cuidados serão extremamente essenciais.
 
“O retorno das crianças e jovens às aulas exigirá de cada um de nós, gestores, professores, técnicos, pessoal de apoio e segmentos da sociedade, um compromisso com a vida sem precedentes”, afirma Mário.
 
Ele enfatiza, que portanto, a atenção para com a exigência de medidas de prevenção a serem adotadas pelas escolas em todas as modalidades, desde educação infantil, fundamental ao ensino médio. Dentre elas: a higienização diária do prédio, o uso de máscaras, a manutenção de distância física em sala de aula e demais recintos dentro da escola, a disponibilidade de álcool gel, aferidor de temperatura, tapete higienizador, sabão nos banheiros e outros componentes que permitam a proteção dos alunos e profissionais contra o Covid 19.
 
O conselheiro chama a atenção para o fato de que muitas escolas terão de ser readaptadas para receber os alunos e profissionais de educação, com a instalação de lavatórios para higienização das mãos e a troca dos objetos de uso coletivo, em sua maioria, por materiais descartáveis.
 
“Dentro outras providencias deve-se pensar seriamente, também, em uma rede de proteção aos profissionais de educação que estarão submetidos aos contágio, três vezes mais que uma pessoa comum, observando o número de contatos que os professores terão com a clientela escolar, que em sua maioria, trabalham em mais de um turno diário, sem levar em conta as condições financeiras de cada um para se proteger”, alerta.
 
Mário Jorge destaca ainda outros temas a serem observados:
 
Distanciamento
 
O conselheiro afirma que certamente o número de crianças não poderá ser o mesmo em sala de aula, considerando a distância mínima permitida pelas normas sanitárias, podendo ser estabelecido rodizio e outros formas de atendimento, tanto presencial como online.
 
O sistema educacional, segundo ele, deverá está de prontidão para que seja estabelecidas normas de segurança sanitária, devendo existir interação nas áreas da saúde, educação e assistência social.
 
“Medidas pedagógicas também deverão ser tomadas quanto a formação de professores, bem como contratação temporária de profissionais em educação, estabelecendo assim, protocolo sanitário a ser cumprido”, disse Mário.
 
Planejamento
 
Para Mário, planejamento é a palavra chave nesse momento. “Não podemos deixar nas mãos das escolas algo que obviamente excede sua capacidade organizacional e de recursos. Isso exigirá a participação de outros órgãos para atender inúmeras dúvidas, quando ao diagnóstico de alunos, professores e demais profissionais, referente a manifestação de sintomas, controle e acompanhamento”, advertiu.
 
E, enfatiza ainda que todo planejamento estratégico deve ser muito bem elaborado para que a comunidade escolar sinta-se segura em levar seus filhos de volta à escola. O trabalho do Ministério Público, Tribunal de Contas, Conselhos de Educação, Seduc, Semed e outras representações apontam sinais de extrema importância para garantia dos preceitos constitucionais e de toda legislação pertinentes a defesa da criança e do adolescente.
 
O Dia Seguinte
 
Essa é outra preocupação do professor e vice-presidente do Sindsef/RO. Todo esse planejamento em cadeia escolar e gestores nos leva a refletir sobre o dia seguinte, considerando que todos estarão expostos no primeiro dia de aula. Portanto, se faz necessária o monitoramento diário e o nível de alerta, presente em todos os sistemas de ensino.
 
“É necessário que haja envolvimento de toda sociedade para cumprimento das medidas que serão apresentadas e discutidas em forma especifica, normatizando de forma segura o retorno das aulas”, disse.
 
Mário também chama a atenção para a importância de destacar que vários países tiveram que suspender novamente o retorno às aulas, pois várias dessas medidas não foram observadas proporcionando assim, maior reflexão no campo da ciência.
Direito ao esquecimento

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