ESPAÇO ABERTO: Bolsonaro deve apoiar Marcos em Rondônia, mas não o Rocha

ESPAÇO ABERTO: Bolsonaro deve apoiar Marcos em Rondônia, mas não o Rocha

Foto: Divulgação

VAI ACONTECER
 
Com ou sem pandemia o processo eleitoral terá que ocorrer e cada dia que passa vão surgindo possibilidades para futuros acordos voltados ao pleito de 2022. Em Rondônia é difícil arriscar sobre quem ganha a eleição, no entanto é mais tranquilo apostar em quem não leva.
 
OPÇÕES
 
É claro que esse entendimento é por conta dos prováveis candidatos que aí estão. Com certeza, não haverá fenômeno como houve em 2018 e o poder de barganha deverá pesar bastante.
 
REELEIÇÃO
 
O governador Marcos Rocha é quem poderá sair mais prejudicado caso insista em achar que tem condições para reeleição. E não é só o comportamento político estando na condição de governador que conta.
 
APAGADO
 
Além de governar da porta para dentro, o que lhe deixou completamente isolado de forças políticas que eventualmente poderiam lhe apoiar, Marcos Rocha não poderá usar o discurso de 2018 de que é o candidato do Bolsonaro. Pois não é.   
 
ISOLADO
 
Podendo falar de Bolsonaro sem contar ele no palanque, é muito improvável que Marcos Rocha consiga um estrategista que mostre que ele não é o Massaco que se imagina. 
 
VERGONHA
 
Aliás, também será difícil fazer o eleitor entender isso. Marcos Rocha passou toda a gestão idolatrando Bolsonaro e na hora da retribuição seu ídolo preferido abraça outro Marcos.
 
ACORDO
 
Quando se confirmou a CPI do Covid e que Marcos Rogério, vice-líder do governo Bolsonaro no Senado, seria um dos escudeiros do Presidente já se imaginava um Lua de Mel pela frente. Até o burro do Sherek sabe que nenhum político aceita ser bombardeado de graça se não houver uma boa contrapartida.
 
ACORDO 2
 
A questão é que nessa contrapartida, as eleições ao governo não terão apenas uma disputa pelo cargo máximo no Estado. O Ego estará muito presente. Se soberba e arrogância contassem para o eleitor, dois ou três candidatos já poderiam ser descartados, mas infelizmente isso não conta.    
 
PROJEÇÃO 
 
Confirmada a candidatura de Marcos Rogério ao governo, Hildon Chaves poderia ser o candidato ao senado. Nesse cenário, Expedito Junior ficaria de fora das duas disputas principais.
 
PROJEÇÃO 2 
 
Se Marcos Rogério disputar o governo apoiando Jaime Bagattoli para o Senado, O que não é descartado já que o empresário também é afinado com Bolsonaro, Hildon Chaves seguiria carreira solo.
 
PROJEÇÃO 3 
 
Nessa hipótese, Hildon seria candidato ao governo e poderia ter Expedito Junior disputando o Senado. Sendo assim, um acordo de políticos, e não cavalheiros, ocorrido algum tempo atrás, iria pras cucuias. 
 
PROJEÇÃO 4
 
Um nome confirmado para disputar o Senado é o do ex-governador Daniel Pereira. O anúncio foi feito em uma reunião no sábado, na capital. Nesse caso, fica a dúvida sobre quem Daniel apoiaria para governo. Teoricamente seria Hildon Chaves já que o Solidariedade tem uma Secretaria na prefeitura.
 
PROJEÇÃO 5
 
Havendo uma revolução judicial, nos dias atuais tudo é possível, outro candidato apareceria para jogar água fria nas pretensões de Marcos Rogério e Hildon Chaves. Ivo Cassol está atento a qualquer possibilidade de entrar na disputa. 
 
PROJEÇÃO 6
 
Cassol está inelegível pela Lei da Ficha Limpa pois foi condenado em decisão transitada em julgado. Se por um desses “milagres” da política venha a ser
candidato, teria sua irmã Jaqueline Cassol como candidata ao Senado.
 
PROJEÇÃO 7
 
Em todas essas possibilidades, não há ninguém que aposte um centavo sequer de que o governador Marcos Rocha possa ser reeleito. Com a dissipação da
onda Bolsonaro, em 2022 será cada um por sí.    
 
REQUERIMENTO
 
Falando em Marcos Rogério, ele protocolou requerimento à CPI do Covid para ouvir Silas  Malafaia, pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, para prestar depoimento perante a Comissão Parlamentar de Inquérito. 
 
ARGUMENTO
 
Marcos Rogério diz que durante a CPI foi especulado que Malafaia seria um conselheiro do Presidente e teria atuado junto ao Governo Federal na defesa de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19.
 
SEM NOÇÃO
 
Tem coisas que realmente são complicadas de se entender. Desde quando um representante religioso tem poder para dizer o que um Presidente deve ou não fazer. Uma opinião ou conselho é algo pessoal, e qualquer pessoa próxima de um presidente, governador ou prefeito pode manifestar se achar pertinente. Só na
cabeça de Marcos Rogério isso é importante para a CPI. 
 
SOBRE AS PRETENÇÕES DE IVO CASSOL
 
Em dezembro do ano passado, o ministro Kassio Nunes Marques, do STF (Supremo Tribunal Federal), concedeu liminar para as eleições de 2020 que diminuiu o tempo em que políticos condenados ficam proibidos de disputar eleição.
 
MENOS TEMPO
 
Antes da liminar, a interpretação era de que o prazo começaria a contar depois do cumprimento da pena. Nunes Marques decidiu que esse prazo já começa a contar a partir do início do cumprimento da pena - reduzindo, portanto, o tempo que o político fica inelegível.
 
LEI
 
Segundo a Lei da Ficha Limpa, são inelegíveis condenados por órgão judicial colegiado desde a condenação até o fim do prazo de oito anos após o cumprimento da pena. Na prática, decisão de Nunes Marques evita que a sanção ultrapasse oito anos.
 
EXEMPLO
 
O prazo total de inelegibilidade depende de diversos fatores, como os recursos apresentados ou o tempo da pena. Por exemplo, se um político for condenado hoje por um órgão colegiado a uma pena de seis anos, mas recorrer e o trânsito em julgado (final do processo) só se der daqui a dois anos, ele ficará inelegível por 16 anos: dois anos entre a condenação e o trânsito em julgado, seis anos da pena e os oito anos da Ficha Limpa.
 
RELAXAMENTO
 
A decisão de Nunes Marques determinou que a contagem do prazo de oito anos seja iniciada com a condenação por órgão colegiado. No exemplo acima, o político estaria livre para se eleger novamente já ao final do cumprimento de sua pena.
 
CONTESTAÇÃO
 
Várias entidades e especialistas em direito político disseram que o tema já foi discutido há anos e que a liminar de Kássio Nunes contraria decisão tomada pelo pleno do Supremo Tribunal Federal. 
 
CONTESTAÇÃO 2
 
Com ou sem reclamação, a liminar valeu nas eleições do ano passado e existe a expectativa de que ela seja estendida para as eleições do ano que vem. 
 
CORTE
 
Circula entre os profissionais de saúde de Porto Velho, um ofício do secretário Municipal de Administração, Alexey da Cunha, à Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), pedindo a retirada do adicional de 40% para quem está atuando na linha de frente da pandemia.
 
MOTIVO
 
A medida seria para os servidores que já teriam tomado a segunda dose da vacina contra o Covid. O secretário pediu à Semusa a lista com os nomes das pessoas.
 
NEGOU
 
O assunto causou um tremendo mal estar na saúde e Alexey da Cunha negou o que diz o ofício. Disse que a retirada do benefício será para quando acabar a pandemia.
 
CONTRADIÇÃO
 
O que aconteceu exatamente após a repercussão da divulgação do documento eu não sei, mas o que tá escrito e assinado pelo Secretário é muito claro. 
 

 
QUEIMOU
 
Pra deixar ainda mais desconfortável o secretário Alexey da Cunha, a secretária Eliana Pasini, titular da Semusa, disse que desconhece oficialmente à existência de tal documento.
 
DICA
 
Hoje tem feirão 72 horas na Renault de Porto Velho. Grande oportunidade para você adquirir seu carro seminovo. Vale a pena conferir.
 
Direito ao esquecimento

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