ESPAÇO ABERTO: Mais uma vergonha na fila de vacinação da CoronaVac em Porto Velho

Confira a coluna de Cícero Moura

ESPAÇO ABERTO: Mais uma vergonha na fila de vacinação da CoronaVac em Porto Velho

Foto: Divulgação

SEM VERGONHA
 
Na educação de muito tempo atrás, as pessoas tinham vergonha de cometer determinado ato que desse conotação de se estar levando vantagem sobre qualquer coisa que remetesse para algo imoral. Nos dias de hoje, à Lei de Gerson chega a ser comemorada nas redes sociais e pouco importa o que os outros vão pensar.
 
VACINA
 
Cinco acadêmicas de medicina de uma faculdade particular de Rondônia furaram a fila do grupo prioritário e foram vacinadas contra a covid-19, no último sábado (30), em Porto Velho (RO).  A imunização aconteceu dentro de um prédio de outra instituição de ensino privado do Estado.
 
FURARAM A FILA
 
O caso foi denunciado em rede social pelo vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde de Porto Velho e Presidente da Comissão de Direito Médico, Saúde e Sanitário da Ordem dos Advogados do Brasil em Rondônia (OAB/RO), Jeanderson Valério. 
 
DESRESPEITO
 
Segundo Jeanderson, a atitude é um desrespeito a quem está na linha de frente de combate ao coronavírus, o que não seria o caso das alunas de medicina. O vice-presidente do Conselho afirma que as jovens foram colocadas no lugar de profissionais de saúde.
 
PREOCUPANTE
 
Jeanderson afirma que a situação é desoladora. “Não sou contra os acadêmicos tomarem a vacina, todavia, deve ser feito quando todos os profissionais da linha de frente forem vacinados”, escreveu ele.  
 
OUTRO LADO
 
A Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), divulgou nota sobre a denuncia referente a vacinação das estudantes: 
 
Sobre a informação que acadêmicos tenham furado a fila de vacinação contra a Covid-19, a Semusa esclarece que: 
 
1. No último sábado (30) a secretaria organizou uma força tarefa para finalizar a imunização dos profissionais de saúde da linha de frente que estavam nas relações para serem vacinados (rede municipal, estadual, federal e privada);
 
2. Os acadêmicos de medicina imunizados são do internato hospitalar e atuam em diferentes unidades como Cemetron, JPII, HB, UBS. Internato é o período em que o aluno realiza estágio em hospitais para acompanhar as disciplinas básicas na medicina e são contemplados no 2° Informe Técnico do Ministério da Saúde, publicado em 22 de janeiro;
 
3. A Semusa organizou a força tarefa para 1.300 profissionais na relação dos faltosos, sendo que 796 compareceram para serem imunizados, entre eles os do internato em medicina que foram imunizados ao final da ação.
 
4. Até o final de sábado (30), 5.100 profissionais da linha de frente haviam sido imunizados. Os dados no portal transparência do município e na plataforma do Ministério da Saúde estão sendo alimentados manualmente, com as fichas em papel preenchidas durante o período em que os dois sistemais ainda não estavam liberados para informações automáticas;
 
5. Por fim, a Semusa reitera seu compromisso em executar o plano de vacinação com responsabilidade e transparência. Para isso conta com uma equipe aguerrida e comprometida, que tem trabalhado 24h para prestar o melhor serviço à população de Porto Velho.
 
JUSTIFICATIVA
 
Com um texto truncado, confuso, mal escrito e com sinônimos elegantes para encobrir termos populares como cadeia e prisão, a Associação Rondoniense de Municípios publicou nota em seu site para explicar porque o diretor executivo da entidade, Roger André, assumiu o cargo de presidente sem ser prefeito.
 
VIRADA DE MESA
 
Diz a Arom que em uma assembleia com 15 prefeitos, Rondônia tem 52, presentes via on-line, foi mudado o estatuto da entidade que permitiu a Roger André ser colocado no cargo.
 
SEM NOMES
 
Diz a Arom que os prefeitos presentes à assembleia teriam aprovado a mudança estatutária. Sou obrigado a usar o verbo ter no condicional porque a tal nota ñ é assinada por ninguém.
 
EXPLICAÇÃO
 
Mas seguimos com os esclarecimentos. Cabe ressaltar que o Rondoniaovivo não recebeu a nota, mas iremos publicar o que foi noticiado no site da Associação para fazer com os esclarecimentos da AROM chegue a um número maior de pessoas.
 
EXPLICAÇÃO 2
 
A Associação Rondoniense de Municípios ( AROM ) diz que, recentemente, uma alteração estatutária instituiu o cargo de presidente interino e o cargo de presidente honorário, ambos por deliberação em assembleia dos prefeitos, convocada por 14 municípios associados, conforme o que está no estatuto social da entidade.
 
SOLUÇÃO
 
O objetivo principal da assembleia seria a solução de impasses gerados por um vácuo de representatividade que ocorreu enquanto a então presidente da entidade esteve presa por decisão judicial o que deixou a entidade sem um representante deliberativo e político.
 
NOMEAÇÃO
 
A tal assembleia teria instituído o cargo de Presidente Interino, a ser ocupado pelo Diretor Executivo em exercício. Essa situação só ocorre em caso de vacância simultânea do presidente e vice-presidente, e não havendo nenhum prefeito-diretor na linha sucessória.
 
DECISÃO
 
Na assembleia, para garantir que a entidade pudesse ter uma representatividade política e institucional, os prefeitos teriam definido instituir o cargo de Presidente Honorário, deliberando também a sua permanência até o término da eleição, uma vez que o diretor não tem representatividade política.
 
LEBRINHA NÃO TERIA SE ENVOLVIDO
 
A nota diz ainda que não existe qualquer decisão de gestão, administrativa ou política, que tenha sido conduzida pela presidente afastada enquanto esteve na cadeia.
 
SOBRE O PRESIDENTE INTERINO
 
A AROM  questiona informação de que Roger André teria realizado consulta no período eleitoral quando os prefeitos estavam disputando cargos eletivos. A nota é confusa e não esclarece que tipo de consulta Roger tentou realizar.
 
DIFAMAÇÃO
 
A AROM afirma que é uma calunia a evidente tentativa de vincular o nome da entidade, do diretor executivo e da presidente afastada ao uso da entidade para
fins ilícitos. A Associação enfatiza que não há nenhum processo julgado ou sequer em andamento envolvendo a entidade em escândalo de corrupção.
 
SUPOSIÇÃO
 
A Associação afirma ainda que é especulação a denúncia que Roger André teria alugado prédio para a AROM por 35 mil reais mensais. Recentemente a entidade transferiu sua sede administrativa para um prédio mais amplo e adequado à prestação das atividades prestadas aos municípios.
 
DECISÃO CONJUNTA
 
Em junho de 2020, com deliberação em assembleia, os prefeitos teriam definido alugar um novo espaço. Atualmente, o custo deste aluguel é de R$ 20 mil, mês. No contrato de aluguel ficou estabelecido reajuste gradativo do valor, ficando estabelecido da seguinte forma: entre agosto e dezembro de 2020, R$ 18 mil; de janeiro a junho de 2021, R$20 mil; de julho de 2021 a dezembro de 2022, R$ 25 mil e; de janeiro de 2023 a dezembro de 2030, R$ 35 mil.
 
SEM NOMES
 
A nota é assinada pela Diretoria Executiva da AROM, não pontuando quem seriam os prefeitos que teriam decidido pela mudança de estatuto.
 
LEMBRETE
 
Vale lembrar que a antes da prisão de Gislaine Clemente, a Lebrinha, o presidente da AROM, anterior a ela, Também esteve envolvido com a justiça. Claudiomiro Alves dos Santos foi condenado nos autos de ação civil pública nº 0063923-27.2008.8.22.0003 pela prática improbidade administrativa.
 
PUNIÇÃO
 
Claudiomiro foi afastado da prefeitura de Theobroma e teve, entre outras sanções, a suspensão dos direitos políticos por 3 (três) anos. Ele foi acusado de falsificação de documento público e desvio de verbas públicas relativas a previdência dos servidores públicos municipais de Theobroma. Claudiomiro recorreu e conseguiu voltar ao cargo.
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