ESPAÇO ABERTO: Bancos economizam desviando da atividade mão de obra terceirizada

Confira a coluna de Cícero Moura

ESPAÇO ABERTO: Bancos economizam desviando da atividade mão de obra terceirizada

Foto: Divulgação

EXPLORAÇÃO
 
A estratégia que vem sendo usada por alguns bancos para economizar tem realçado com clareza como é fácil burlar a Lei Trabalhista. As instituições bancárias repassam para os vigilantes atribuições que deveriam ser de uma pessoa qualificada para tal.
 
ILEGAL?
 
De repente pode até não ser ilegal, mas uma coisa é certa. Quem mais sai prejudicado nessa situação são os bancários e o público em geral. Vou explicar.
 
QUALIFICAÇÃO
 
Prestar atendimento em uma agência bancária é para pessoa qualificada para aquele serviço. Um vigilante, além de não ser preparado para atendimento ao público, foi treinado para outra coisa. Ao exercer a função, tira o posto de trabalho do bancário.
 
ECONOMIA
 
Para as instituições o negócio é extremamente rentável. O banco economiza pagando menos aos vigilantes do que teria que pagar a um bancário. Mas e a qualidade no atendimento? Isso parece pouco importar.
 
ABERRAÇÃO
 
Eu fui pessoalmente em três agências da Caixa verificar denúncias que fizeram para a coluna. É um absurdo o que se vê. Os vigilantes são desinformados, se atrapalham nas orientações e não sabem como proceder quando questionados.
 
PONTUAL
 
Uma senhora, por exemplo, não conseguiu depositar um cheque no caixa eletrônico porque não havia envelope para cheques. O vigilante não sabia explicar porque estava faltando envelope e nem como o cliente poderia resolver a situação.
 
EM TEMPO
 
É óbvio que nesse caso o banco é negligente ao deixar faltar material que é usado por clientes para agilizar atendimento e permitir depósitos sem a necessidade de entrar em filas enormes. Outra coisa a se observar, é que o vigilante não tem obrigação nenhuma de saber porque o banco não repôs a falta de envelope.
 
FUNÇÃO
 
O Sindicato dos Vigilantes informou que a função do profissional, independente da instituição onde ele estiver atuando, é guardar o patrimônio. Vigilante não pode ter atenção desviada para função que não esteja relacionada à segurança.
 
SOLICITAÇÃO
 
No entanto, o Sindicato também informou que houve uma solicitação da Caixa para a Polícia Federal que teria permitido que vigilantes trabalhem sem armas junto aos clientes na recepção das agências.
 
EMPRESA
 
Uma empresa de segurança de Porto Velho disse que no início da pandemia, a Caixa fez uma solicitação pedindo aumento no número de vigilantes desarmados para atender a demanda que estava acima do normal.
 
LEGALIDADE
 
Um especialista em direto trabalhista, consultado pela coluna, informou que os bancos podem responder por vínculo trabalhista em eventuais ações na Justiça do trabalho. 
 
NA PRÁTICA
 
Os servidores, no caso os vigilantes, estão atuando em desvio de função e não importa que a Polícia Federal tenha autorizado prestar serviço sem arma. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, enfatiza o especialista em direito do trabalho. 
 
BANCÁRIOS
 
O presidente do Sindicato dos Bancários, José Pinheiro de Oliveira, disse que não sabia do problema. Ele prometeu cobrar uma posição da Caixa e ressaltou que o Sindicato é contrário à medida.
 
OUTRO LADO
 
A CAIXA informa que em todo o estado de Rondônia é realizado trabalho de orientação para os vigilantes em atividade nas agências para que não exista o desvio de função.
 
SEGUE A NOTA
 
Em consonância com Parecer da Polícia Federal, a CAIXA possui autorização para alocar vigilantes desarmados na parte externa de agências com o objetivo de organizar o controle de acesso e a demarcação das filas, em atenção ao atendimento social de pagamento do Auxílio Emergencial.
 
ENVELOPES 
 
Em relação à falta de envelopes para depósitos, a CAIXA esclarece que em todas as salas de auto atendimento da agências do estado há um espaço reservado para os envelopes onde o abastecimento ocorre frequentemente durante o expediente.
 
WEBINAR
 
A Usina Hidrelétrica (UHE) realizou O Webinar do Projeto de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) para especialistas, pesquisadores e acadêmicos do Setor Elétrico. O tema foi “Estudo da Interação Transitória em Alta Frequência entre Transformadores de Potencial Indutivo e o Sistema Elétrico de Potência (VFTO)”.
 
VIRTUAL
 
O evento foi aberto ao público e ocorreu por meio de plataforma virtual, para abordagem do estudo que foi desenvolvido pelo Programa de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Energia Sustentável do Brasil (ESBR), concessionária de Jirau, e regulado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).
 
NOVIDADES
 
Durante cerca de quatro horas, foram abordadas várias inovações desenvolvidas      na modelagem de Transformadores de Potencial Indutivo (TPI) de subestações isoladas a gás, análises de transientes rápidos na abertura de seccionadoras, bem como análise das respostas na isolação dos TPIs.
 
DURABILIDADE
 
De acordo com o Gerente do Projeto na UHE Jirau, Diogo Santo, o conhecimento obtido com a pesquisa somado a ações do fornecedor e da ESBR para mitigação do risco de VFTO nas chaves seccionadoras, contribuem para o aumento da confiabilidade e da vida útil dos equipamentos.
 
HÁ 03 ANOS
 
O projeto foi iniciado em novembro de 2017 e concluído em dezembro de 2020 com este webinar, conduzido no dia 23 de novembro por cinco participantes, que apresentaram os resultados do trabalho. O evento completo e demais informações sobre o projeto estão disponíveis no site www.esbr.com.br/ped.
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