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ESPAÇO ABERTO: Capital não tem estrutura pronta para suprir falta de leitos

Confira a coluna de Cícero Moura

CÍCERO MOURA/RONDONIAOVIVO

02 de Junho de 2020 às 08:45

Atualizada em : 02 de Junho de 2020 às 14:59

Foto: Divulgação

CONVICÇÃO
 
Ao acompanhar as entrevistas coletivas do Secretário Estadual de Saúde, Fernando Máximo,  fico pensando se realmente ele acredita em tudo que diz. A oratória parece tão convincente que a impressão que se tem é que o Governo que ele faz parte veio para salvar um Estado falido, quebrado, sem perspectiva.
 
RECURSOS
 
No dia 01 de janeiro de 2019, no discurso de entrega do cargo, o ex-governador Daniel Pereira disse que estava deixando o caixa do governo com saldo positivo. Entre outras coisas chegou a citar: ” Nós deixamos para o governador que tomou posse, hoje, R$ 67 milhões na fonte 100. Recurso que se ele quiser construir um novo hospital não vai precisar de mais nenhum centavo”. 
 
ARQUIVOS
 
O discurso está registrado e arquivado pelo Rondoniaovivo. Vale ressaltar que não houve questionamentos quanto aos valores anunciados por Daniel, além disso a atual equipe de finanças do Governo é a mesma da gestão anterior, só mudaram funções.
 
MUSEU
 
Escrevo isso porque Fernando Máximo carrega um discurso pronto que sempre costuma usar quando convém. Estufa o peito para dizer que o Hospital João Paulo II era um caos e que hoje está muito melhor. Dá para perceber, realmente, as melhoras nas cenas de ratos junto à pacientes, registradas ano passado pelo Rondoniaovivo.
 
MAIS LEITOS
 
Ainda, no seu júbilo diário de ontem, Fernando Máximo disse, sempre reforçando a primeira pessoa, que: “ críamos muitos leitos de UTI na capital e interior”. Provavelmente por falha da assessoria ele não informou qual o número desses muitos eleitos. 
 
INDETERMINADO
 
Enquanto usa termo genérico para “esclarecer” uma necessidade de leitos que já havia sido antecipada pela própria classe médica e outros organismos de saúde, Fernando Máximo vive a triste realidade de um número de infectados que aumenta diariamente. E para quem chega precisando de internamento, as notícias não são as melhores. 
 
HOSPITAL DE BASE
 
Em redes sociais, o deputado Léo Moraes denunciou o abandono de uma obra no Hospital de Base que resultaria em 60 novos leitos. De acordo com o deputado, desde o início de 2019 a construção foi parada e nunca mais o Governo tocou no assunto.
 
CUSTO
 
Leo Moraes frisou que é tão óbvio observar que concluir a obra no HB e oferecer os leitos para a população custaria bem mais barato do que a compra da maternidade Regina Pacis, por exemplo, que custou ao Estado 12 milhões de reais.   
 
SOLICITAÇÃO
 
Léo Moraes disse que vai apresentar uma solicitação aos órgãos de controle para que seja analisado o que seria mais econômico, prático e rápido para a população nesse momento onde já começam a faltar leitos em toda a rede pública e particular.
 
TCE/RO E MP/RO
 
O Tribunal de Contas e o Ministério Público emitiram Nota Conjunta negando que tenham impedido a contratação de hospital de campanha por parte do governo. A informação estava circulando ontem em redes sociais. 
 
ALERTA
 
Os dois órgãos de controle informaram ainda que desde o início de abril já teriam alertado o governo sobre a possível falta de leitos para pacientes com coronavírus.
 
RESPONSABILIDADE
 
MP e TC afirmam ainda que em nenhum momento se colocaram na condição de substituir o gestor na tomada de decisões. Argumentam que cabe ao administrador, que conhece a realidade da situação, efetivar as medidas que achar mais necessárias para garantir a saúde da população.
 
TESTES     
 
Entre os dias 3 e 9 de junho todos os  52 municípios de Rondônia farão teste rápido para Covid-19. Os critérios serão os recomendados pela OMS. A prioridade será para pessoas com mais de 7 dias de sintomas gripais como febre, tosse, coriza e diarreia. Quem estiver nessas condições deve procurar as unidades de saúde. 
 
CAPITAL 
 
Em Porto Velho serão realizados 8 mil testes que é a quantidade liberada pelo Estado. Se levar em consideração que a capital tem mais de meio milhão de habitantes o número chega a ser insignificante.
 
SEM MÉDICOS
 
Em entrevista nesta segunda-feira, a Secretária Municipal de Saúde, Eliana Pasini, confirmou  que o fim de semana foi caótico nas unidades de saúde devido à falta de médicos. Só no Ana Adelaide, 4 médicos apresentaram atestado e não apareceram no trabalho.
 
CHAMAMENTO
 
A Secretária disse que a prefeitura vai chamar todos os aprovados no emergencial para tentar melhorar os problemas que vem ocorrendo nos plantões. O grande problema seria a falta de comparecimento dos profissionais. Eliana afirma que de cada 10 profissionais chamados apenas um ou dois aparecem.
 
INFECTADOS
 
Eliana Pasini confirmou também que mais de 400 servidores estão afastados com coronavírus. Apesar do bom índice de recuperação dos doentes, quando alguns voltam ao trabalho outros saem com suspeita da doença, explicou a Secretária. 
 
COLETIVA
 
Hoje à tarde, 15h, o  general  Lima, comandante da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, vai explicar em entrevista coletiva como os militares vão apoiar o Governo  na Campanha “Mapeia Rondônia”. A campanha tem como objetivo a realização da testagem em grande escala e simultânea na população do Estado que esteja apresentando síndrome gripal a mais de 7 dias.
 
DÚVIDA
 
Na entrevista coletiva de ontem, Fernando Máximo disse que todos os leitos do Cemetron estão ocupados com pacientes contaminados pelo coronavírus. Fiquei curioso para saber onde estão os pacientes rotineiros do Cemetron ?
Direito ao esquecimento

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