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PRESA PELA FEDERAL: Grupo ligado à Glaucione Rodrigues tenta desequilibrar eleições em Cacoal

Com a prisão de Glaucione, o DEM colocou outro nome na disputa.

Rondoniaovivo

09 de Novembro de 2020 às 16:39

Foto: Divulgação

Mesmo presa há 40 dias no Centro de Correição da Polícia Militar em Porto Velho, a prefeita afastada Glaucione Rodrigues tenta desequilibrar as eleições em Cacoal usando sua força junto ao seu grupo político para realizar um debate na TV Record, cuja emissora foi arrendada por seus aliados. 
 
Durante todo o período de campanha, os apresentadores da tevê tem feito ataques ao candidato da coligação “A Força da Nova Geração”, Adailton Fúria (PSD), e rasgado elogios ao candidato substituto, filiado ao Democratas, partido que havia lançado o vice de Glaucione antes da deflagração da operação “Reciclagem”. Na época, o DEM havia indicado o vice. Com a prisão de Glaucione, o DEM colocou outro nome na disputa.
 
A TV Record não cumpriu as exigências estipuladas pela Justiça Eleitoral para realização do debate. Não houve uma reunião prévia entre os representantes dos comitês eleitorais para definir as regras. Por exemplo, quais perguntas serão feitas, quem fará as perguntas e qual o tempo de resposta e se haverá tréplica e direito de resposta.  
 
A emissora simplesmente anunciou a realização do debate e mandou os convites com as regras elaboradas por seus profissionais. 
 
Um dos seus colaboradores, Edson Leite, faz campanha contra  o candidato Fúria dizendo que “ele não ama Cacoal” e ainda o classifica como “péssimo deputado” em clara campanha favorável ao candidato do grupo de Glaucione Rodrigues.
 
O candidato Fúria pediu ao Judiciário a suspensão do debate para que as regras ficassem mais claras e houvesse uma reunião entre os representantes dos candidatos. Ele foi obrigado a recorrer a Justiça Eleitoral porque a TV Record se recusa a obedecer o pedido do candidato. 
 
“Não queremos cancelar, mas adiar para que as regras fiquem claras e discutidas entre nossas equipes de campanha como determina a Lei Eleitoral”, disse ele, lamentando os constantes ataques do jornalista à sua candidatura.
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